Faciap pede auxílio emergencial para empresários ao ministro Paulo Guedes
O presidente da
Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), Fernando Moraes,
encaminhou nesta manhã de quinta-feira (04), um ofício ao ministro da Economia,
Paulo Guedes, solicitando a concessão de auxílio emergencial para os
empresários que mais sofreram nesta pandemia.
“Pleiteamos o
auxílio emergencial, principalmente, para aquelas empresas que desenvolvem
atividades consideradas não essenciais. Seja por isenção tributária, por
redução ou zerar alíquota de PIS e COFIS, mas principalmente com a concessão de
recursos financeiros diretamente ao empresário, sem atravessadores
(instituições financeiras) que oneram e lucram ainda mais em cima daqueles que
perecem”, diz um trecho da carta.
Fernando Moraes
destaca na carta que a concessão do auxílio emergencial para as famílias de
baixa renda foi uma atitude louvável do governo federal, digna de países
preocupados com a população e sua economia. Mas é hora de o governo ser mais
criterioso nessa concessão e passar a investir nas empresas, que geram emprego
e renda para essas famílias até então assistidas pelo governo.
“No segmento em
que trabalho, por exemplo, de móveis, eletrodoméstico e telefonia, as empresas
reagiram bem à pandemia e mantiveram suas vendas. Mas há segmentos que foram afetados
profundamente e estes sim precisam de um auxílio para retomar o fôlego e voltar
a crescer”, acrescente Moraes.
Estado do Paraná,
04 de março de 2021.
Ref. Solicitação de Auxilio Emergencial para Empresários
Ao Ministério da
Economia,
Excelentíssimo Sr. Ministro Paulo Guedes.
A Federação das
Associações Comerciais do Estado do Paraná – FACIAP, entidade do terceiro setor
representativa da classe empresarial no Estado do Paraná, que congrega cerca de
300 associações comerciais filiadas, nos 399 Municípios do Estado, e mais de
50.000 empresários filiados, vem respeitosamente perante Vossa Excelência,
informar e requerer o que segue:
Diante da Pandemia
instaurada e a crise econômica decorrente, é possível observar que doze meses
após o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, estamos vivendo o mesmo cenário.
Até parece que fomos pegos de surpresa!
Depois de rígidas
medidas como o lockdown, no qual os comerciantes são os principais afetados,
não conseguimos reduzir o contágio e as ações de combate mostraram-se
insuficientes até agora. Infelizmente, esta realidade comprometeu a economia
com a impossibilidade de produção devido à quarentena e da demanda, em função
da retração do consumo provocada pela redução da mobilidade das pessoas.
No Estado do
Paraná 5,13 mil pontos do varejo foram fechados no ano de 2020, segundo informa
a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Indicadores de Empresas do IBGE mostram que 33,5% das empresas no Brasil
reportam efeito negativo da pandemia, 32,9% indicam diminuição sobre as vendas
e ou serviços, 46,8% indicaram dificuldades para acessar fornecedores de
insumos, matérias primas ou mercadorias e 40,3% indicam dificuldades em
realizar pagamentos de rotina.
Contudo, estes
mesmos empresários “seguram” os empregos dos paranaenses. Segundo dados do
CAGED, em nosso Estado o número de desempregos não sofreu aumento durante toda
a pandemia, tendo resultado acumulado 52.670. Evidenciando que o fardo está
todo no empresário e, portanto, é este que necessita de AUXÍLIO EMERGENCIAL dos
Governos.
A concessão do auxílio emergencial para as famílias de baixa renda foi uma atitude louvável do governo federal, digna de países preocupados com a população e sua economia. A injeção de capital no bolso do cidadão traz a circulação de riquezas e fomenta a economia. Contudo, melhor que dar o peixe sempre foi ensinar a pescar! Há diversas empresas que necessitam de recursos ou subsídios estatais para manter suas atividades, gerar emprego e promover a constitucional dignidade.
O IPARDES divulgou
índice de volume de vendas no comércio de novembro de 2017 a dezembro de 2020 e
os números são assustadores. A tabela evidencia o crescimento em percentual,
sempre considerando o mês anterior. Em novembro de 2017 o crescimento foi de
9,1%, mantendo crescimento médio de 5% até queda entre maio e setembro de 2018;
mas em dezembro de 2019 não obteve nenhum crescimento e a grande queda em abril
de 2020 no total de -23,6% e com queda nos meses de março, maio, agosto e novembro.
E, por óbvio, com
a queda das vendas, as empresas deixam de ter saúde financeira, deixam de
manter seus empregados e deixam de pagar seus tributos. E, é por isso que quem
precisa de auxílio agora são os empresários dos segmentos mais prejudicados
nesta pandemia. No segmento em que trabalho, por exemplo, de móveis,
eletrodoméstico e telefonia, as empresas reagiram bem à pandemia e mantiveram
suas vendas. Mas há segmentos que foram
afetados profundamente e estes sim precisam de um auxílio para retomar o fôlego
e voltar a crescer.
Enquanto aumenta o
número do contágio, aumenta também a apreensão dos empresários, que acreditam
na volta à normalidade e na retomada da economia nos próximos dias, mas os
números não lhe são favoráveis. E são eles os mais prejudicados nesta pandemia
e, principalmente, agora com a decretação do lockdown no Estado do Paraná.
Por todos estes
motivos, nós da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná
(Faciap) ratificamos que somos contra o fechamento total do comércio.
Importante frisar
que somos a FAVOR DA VIDA, da vida humana e, também da VIDA DAS EMPRESAS.
E pela VIDA das EMPRESAS pleiteamos junto a este Ministério o auxílio emergencial para as empresas, principalmente aquelas que desenvolvem atividades consideradas como não essenciais. Seja por isenção tributária, por redução ou zerar alíquota de PIS e COFIS, mas principalmente com a concessão de recursos financeiros diretamente ao empresário, sem atravessadores (instituições financeiras) que oneram e lucram ainda mais em cima daqueles que perecem.
Atenciosamente,
Fernando Moraes
Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap)
Editores: Wanderley Graeff (45 98801-8722) e Karine
Graeff (45 98811-1281)- Gerência Administrativa: Luciane Graeff (45 98811-4875)
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