Índice de infestação de Aedes aegypti acende alerta em Toledo
Foram divulgados ontem (27) os
resultados do quarto Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LiraA)
de 2021 realizado pelo Setor de Controle e Combate às Endemias do Município de
Toledo, entre segunda e terça-feira desta semana (25 e 26). Nestes dois dias,
os agentes de endemias encontraram criadouros do inseto transmissor da dengue,
do zika vírus e da febre chikungunya em 1,8% dos 1.730 imóveis visitados, mais
que o triplo do levantamento ocorrido em setembro e acima do máximo recomendado
pelos organismos nacionais e internacionais de saúde (1%).
O trabalho se estendeu a
residências, empresas e terrenos baldios escolhidos mediante sorteio realizado
por programa fornecido pelo Ministério da Saúde, distribuindo as visitas de
forma proporcional entre todos os 56 bairros da cidade. Destes, em 32 não foram
encontrados focos do Aedes aegypti, porém nos demais o índice ficou acima do
dobro da média apontada como a ideal: Parizotto (14,28%), Rossoni I e Pasquali
(7,69% cada), Maracanã I (7,40%), Industrial II (6,25%), Centro de Eventos (5,31%),
Vila Becker (4,16%), Maracanã, Europa I e Europa II (3,70% cada), Boa Esperança
II e Panorama II (3,44% cada), São Francisco I e Concórdia (3,22% cada),
Pancera e América I (3,12% cada), Fachini (3,03%), Panambi II (2,94%),
Orquídeas (2,85%), Panorama I (2,70%), São Francisco II (2,63%), Boa Esperança
I (2,32%), Croma I e Porto Alegre (2,05% cada).
Tonéis, pratos de flores,
baldes, lixo doméstico, pneus, lonas, potes, piscinas, churrasqueiras, bacias,
bebedouros e cisternas foram os objetos onde os focos do mosquito foram
encontrados. “Desde o início do ano temos intensificado as ações de combate ao
Aedes aegypti, procurando não deixar nenhum imóvel para trás. Infelizmente, tem
faltado a colaboração de parte da população, que cria dificuldades para o nosso
trabalho de fiscalização. Peço para que estes moradores recebam bem o agente de
endemias, ainda que, por acaso, possam ter algum criadouro em seu quintal, pois
nossa equipe está sempre disposta a orientar sobre a maneira correta de evitar
focos do mosquito”, comenta a coordenadora do Controle e Combate às Endemias,
Lilian Konig.
A coordenadora alerta sobre a situação em terrenos baldios e canteiros de obras. “Pedimos para que as pessoas não joguem mais lixo em terrenos baldios, ainda mais porque isso é um fator que facilita o aparecimento de escorpiões, um problema que afeta todo o país e que tem se tornado cada vez mais grave no Paraná. Também nos preocupa os entulhos da construção civil, pois muitos destes objetos foram encontrados com água acumulada. Estamos planejando retornar a estes locais e, caso haja algum obstáculo ao nosso trabalho, nos valeremos de nota técnica do Ministério da Saúde para ingressar nesses imóveis ainda que sem o consentimento do morador ou proprietário”, relata. “A gente sabe que nos últimos dias teve muita chuva, então sugerimos que aquela inspeção semanal seja feita com mais frequência caso a chuva caia mais de uma vez neste período”, recomenda.
Lilian observa que Toledo pode
vir a sofrer uma epidemia de dengue caso a população não colabore para impedir
a reprodução do mosquito que transmite a doença. “Ano passado quase não tivemos
casos e nenhum foi registrado desde 31 de julho, quando começou o ano
epidemiológico vigente. Contudo, a carga viral que o Aedes aegypti inocula nas
pessoas costuma alternar, com um ano de forma mais amena e em outro mais
severa. Se nada ou pouco for feito para prevenir este problema, ele pode
atingir patamar preocupantes muito em breve”, adverte. “Temos uma equipe
maravilhosa, que tem tudo para fazer toda Toledo reduzir e manter em baixa
estes índices de infestação nos próximos anos, mas nossa situação é, segundo a
20ª Regional de Saúde, de risco médio, com municípios no entorno com o LirAa
acima de 1%, caso de Palotina [5,10%], Assis Chateaubriand [2,40%], Marechal
Cândido Rondon [1,50%] e Quatro Pontes [1,30%]. Vamos trabalhar para baixar
esta média nos próximos meses e aproveitamos para pedir o apoio da população e
também dos meios de comunicação para divulgar as ações que todos devemos tomar
para que a dengue não volte mais a causar os mesmos problemas ocorridos em anos
passados”, salienta.
Editores: Wanderley Graeff (45 98801-8722) e Karine
Graeff (45 98811-1281)- Gerência Administrativa: Luciane Graeff (45 98811-4875)
Apoio: Acit, Ótica Cristal,
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Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto
Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz
Cataratas Hotel & Resort, Toledão, Inglês Athus, Grupo Nanomax, Pousada
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Viação, Sorriso de Toledo, Biopark, Aludex Esquadrias e Vidros, Ocxo Implantes,
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