20/06/2023

Coamo: cenário agrícola do país é apresentado em reunião de campo em Toledo

Presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini na reunião em Toledo - Foto: Wanderley Graeff/VT

Por Wanderley Graeff - Do Viver Toledo

A Coamo Agroindustrial Cooperativa está com sua capacidade de armazenagem elevada diante da situação dos baixos preços das principais commodities agrícolas que leva os produtores a não vender a sua produção. Nada menos que 700 milhões de sacas, equivalentes a 4 milhões de toneladas, para uma capacidade instalada de 6 milhões de toneladas de grãos, estão estocadas, de acordo com dirigentes da cooperativa, que realizaram reunião de campo regional nesta terça-feira (20) em Toledo.
 
As reuniões de campo presenciais da Coamo e da Credicoamo voltam a ser realizadas com o objetivo de apresentar aos cooperados informações sobre o ano agrícola 2023-2024, incluindo perspectivas de preços dos produtos agrícolas e projeções para a safra de milho. Em Toledo, o encontro contou com a participação também de cooperados de Vila Nova, Dois Irmãos, Dez de Maio, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Bragantina, Nova Santa Rosa, Paulistânia e Brasilândia do Sul.
 
A reunião, no auditório da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, contou com as presenças do presidente do Conselho de Administração José Aroldo Gallassini, do presidente executivo Airton Galinari e do diretor de Suprimentos e Assistência Técnica Aquiles Dias, além do gerente do entreposto de Toledo Celso Luiz Paggi, gerentes de entrepostos da região e colaboradores.
 
“Uma situação de tamanha dimensão, nunca aconteceu”, disse Gallassini, em referência à queda dos preços, salientando que ainda não se nota perspectivas da volta dos preços a patamares mais favoráveis, ao mesmo tempo em que impacta na queda das margens de ganho dos cooperados e preocupa diante da possibilidade de alguns produtores não conseguirem pagar os seus financiamos. “Se isso ocorrer, o governo terá que fazer alguma coisa, mas por enquanto não se nota nenhuma sinalização de como será lidado com o problema da inadimplência”, comentou.
 
“Agora temos a safra de milho, que atrasou e pode gerar perdas com as geadas. Aqui na região Oeste já tem muito milho pronto, mas também produção sujeita a perdas”, avaliou. “Agricultura é isso, tem momentos bons e agora estamos num momento ruim, principalmente quanto aos preços”, completou.
 
Plano de fornecimento de insumos
Por sua vez, o presidente Executivo Airton Galinari, informou que o plano de fornecimento de insumos para a safra de verão foi finalizada na última semana e muito bem construído, levando em conta todas as variantes do mercado. “Conseguimos realizar junto aos nossos fornecedores uma boa negociação e oferecer um contrato com uma relação de troca bastante interessante”, assegurou.
Galinari: planejamento finalizado para a próxima safra
De acordo com Galinari, o milho segunda safra trará de volta as questões de logística de armazenamento talvez em um nível de dificuldades ainda maior do que na última safra de verão. “Estamos com um estoque de passagem bastante alto, diante da comercialização muito lenta. Metade da safra de soja ainda está nos armazéns, além de produção remanescente de safras anteriores de soja e milho que não foi comercializada”, comentou, salientando que de qualquer modo a Coamo encontra as soluções.
 
Preços
De acordo com Galinari, tudo projeta uma realidade para a safra de verão 2023-2024 nos patamares atuais de preços, em que eventuais mudanças dependem das questões climáticas. “A safra americana está toda implantada e o clima lá não está favorável, com escassez hídrica, o que para nós brasileiros é interessante. Isso tem mostrado reflexos na Bolsa de Chicago, com a soja saindo de 13 dólares o bushel para cerca de 14 dólares. Entretanto, o dólar tem caído e o prêmio, outro componente de preço, tem caído à medida em o bushel sobe, mantendo os preços em reais em patamares baixos”.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
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