Toledo é segunda cidade do país a eliminar transmissão vertical de HIV e sífilis
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| Foto: Fabio Ulsenheimer |
O município de Toledo está a poucos passos de conquistar a dupla certificação e o selo de boas práticas por atingir a meta de eliminação da transmissão de HIV e sífilis como problema de saúde pública. A certificação é concedida pelo Ministério da Saúde (MS), mediante uma análise criteriosa de indicadores. Técnicos do MS chegam a Toledo essa semana para visitar in loco o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)/Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids (SAE), Maternidade, laboratório de análise clínica, Vigilância Epidemiológica e duas unidades básicas de saúde (ubs).
Toledo tem como porta de entrada do SUS a Atenção Primária à
Saúde. O usuário deve procurar o atendimento na unidade básica de saúde (ubs)
do seu território, sendo direcionado para o acolhimento onde é feita uma escuta
qualificada e o direcionamento correto de acordo com a queixa apresentada pelo
usuário. Se o mesmo deseja fazer testagem para as infecções sexualmente
transmissíveis (IST) é direcionado para a agenda do enfermeiro no mesmo dia.
Todas
as unidades de saúde do município têm profissional enfermeiro capacitado para a
realização de Teste Rápido (HIV, Sífilis, Hepatite B, Hepatite C) diariamente.
No caso de gestante e parceiro, já na abertura de pré-natal é realizada a
testagem rápida (HIV, Sífilis, Hepatite B, Hepatite C).
Em
casos de sífilis positivo, o enfermeiro no mesmo dia prescreve o tratamento
para a gestante e o parceiro e solicita exames complementares. Nos casos de HIV
positivo, é realizada a estratificação de risco da gestante e direcionado a
mesma para o atendimento do pré-natal compartilhado com a unidade básica de
saúde, ambulatório materno infantil e CTA/SAE.
Visita
técnica
Os técnicos do Ministério da Saúde farão uma vistoria nos diversos
serviços informados pelo município para validar, ou não, a certificação. Eles
iniciam as visitas nesta quarta-feira (27), na quinta-feira (28) realizam uma
reunião técnica/política no Auditório Acary de Oliveira no período da manhã e
no período da tarde visitam as unidades de saúde do Cosmos e do Europa, em
seguida a Vigilância em Saúde e o Ambulatório Materno Infantil (AMI). Um evento
está marcado para a sexta-feira (29), quando anunciam o resultado da
certificação.
Critérios
Para pleitear a obtenção da certificação ou de algum dos selos de boas
práticas, os estados e o DF devem ter implementado o comitê de investigação
para prevenção da transmissão vertical de HIV e/ou sífilis ou, ao menos, um
grupo técnico/grupo de trabalho ou comitê de prevenção de mortalidade materna,
infantil e fetal que investiguem casos de transmissão vertical e subsidiem
intervenções para redução desses agravos no pré-natal, parto e puerpério, de
acordo com o protocolo de investigação de casos.
Também
devem ter tomado todas as medidas preventivas adequadas à eliminação da
transmissão vertical do HIV e/ou sífilis, principalmente em áreas onde ocorram
situações de maior vulnerabilidade social e individual como, por exemplo,
regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e baixa cobertura de
serviços, conforme protocolos locais e/ou nacionais.
Outras
exigências são ter resguardado os direitos humanos fundamentais, inclusive o
direito à saúde e seus determinantes sociais e dispor de sistema de vigilância
e monitoramento dos casos de transmissão vertical do HIV e/ou sífilis.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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