Previdência Privada: a importância desse plano para qualquer fase da vida das pessoas
* Por Lúcio Scheuer
A previdência privada, como o próprio nome já diz, não possui nenhuma ligação com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). É administrado pela iniciativa privada e fiscalizada pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Os investidores normalmente fazem aportes mensais e os gestores dos planos geralmente aplicam os montantes em títulos de baixo risco, principalmente, em renda fixa.
É importante salientar que o Brasil tem duas modalidades de previdência privada. A fechada, também conhecida como fundo de pensão, cujos participantes estão alocados nas empresas e entidades de classe. Normalmente as empresas participam com um percentual da contribuição deste fundo enquanto os colaboradores aportam o maior valor. Já a aberta está disponível para qualquer pessoa que queira contratar um plano de previdência privada. Estes planos estão disponíveis nas instituições financeiras, ou seja, bancos, cooperativas de crédito, corretoras de investimentos e gestores independentes.
- Taxa de administração: é o custo da gestão do fundo. Esta taxa incide sobre o patrimônio total e por isto ela tem grande impacto sobre a rentabilidade do fundo. É fundamental que seja bem negociada antes do fechamento do plano com o agente financeiro.
- Taxa de carregamento: é cobrada sobre cada aporte, ou seja, sobre cada depósito realizado. Em casos de valores maiores, os bancos tendem a isentar estes valores. Como ela incide sobre os depósitos, acaba sendo bem onerosa, pois já é descontado no ato da entrada do valor no plano.
- Taxa de saída: não é tão habitual, poucos fundos a cobram. Pode ser cobrado um percentual no momento da retirada dos valores do plano. Quando é cobrada, ocorre naqueles planos cujo saque acontece nos primeiros anos, na carência do fundo. É muito importante que o investidor busque as menores taxas possíveis, para rentabilizar mais seu plano de previdência.
A previdência privada tem a “magia” do juro composto. Quanto mais cedo a pessoa iniciar seu plano, maior será o resultado no longo prazo. “Quanto mais tempo o dinheiro trabalhar para você, melhor será a performance. Então, quanto antes você iniciar seu investimento, mais fácil será a construção da riqueza no longo prazo”, destaca Larissa Quaresma, da Empiricus. Ela salienta também que os juros compostos trabalham sobre o montante total acumulado, incluindo os juros anteriores ao investimento inicial. Ou seja, ao longo do tempo, seus ganhos se multiplicam exponencialmente, gerando rendimentos espetaculares.
Para finalizar, veja este exemplo, que comprova a “magia” dos juros compostos no longo prazo. Digamos que você inicie seu plano de previdência aos 20 anos de idade, com um aporte mensal de R$ 500,00. Que no seu horizonte esteja a ideia de se aposentar aos 60 anos de idade. Seriam 40 anos de contribuição, ou seja, 480 meses. O valor nominal destas contribuições seria de R$ 240.000,00 (480 x 500,00).









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