Sancionadas leis que estimulam a criação do Porco Moura no Paraná
O
governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) sancionou dois projetos de leis do
deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) para valorizar e estimular a criação de
porcos crioulos no Paraná, em especial a raça Porco Moura.
Uma das
proposições de Romanelli, que reconhece o Porco Moura como Patrimônio
Histórico, Cultural e Genético do Paraná, foi convertida na lei 22.297/24. O
outro projeto, transformado na lei 22.193/24, institui a Semana Estadual dos
Porcos Crioulos, que entra no Calendário Oficial de Eventos do Estado e passa a
ser comemorada na terceira semana de maio.
Romanelli
explica que a elaboração das duas legislações contou com o apoio de
pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade
Estadual de Ponta Grosa (UEPG), além de produtores, da Associação de Criadores
do Porco Moura do Paraná, de órgãos que compõem o sistema estadual de
agricultura (SEAB, IDR-PR, ADAPAR), Defensoria Pública do Paraná e Secretaria
de Estado da Cultura, além de entidades que representam o setor privado.
Resgate
e estímulo
“Estas
sãos as primeiras leis para resgatar de forma estruturada a produção de porcos
crioulos no Paraná, que é uma opção de renda para a agricultura familiar”,
afirma Romanelli. “Houve um amplo debate sobre a importância de termos uma
legislação que contribua para preservar a pureza genética do Porco Moura e, ao
mesmo tempo, que estimule a sua produção comercial, com os devidos cuidados
sanitários”, afirma Romanelli.
O Porco
Moura foi introduzido no Brasil em meados de 1500, a partir das reduções
Jesuítas instaladas no Rio Grande do Sul. Trata-se de uma raça criada ao ar
livre, sem confinamento. Com peso adulto de até 300 quilos, é uma das maiores
raças em tamanho no Brasil e sua carne tem características marcantes que atraem
cada vez mais o interesse de chefs de cozinha e açougues gourmets.
Atualmente,
há rebanhos do Porco Moura em ao menos 21 cidades paranaense, principalmente no
Sul, Sudoeste, Campos Gerais, Centro e Região Metropolitana de Curitiba. “As
leis que agora foram sancionadas funcionam como um estímulo à criação da
espécie, que tem uma carne totalmente diferenciada em relação ao suíno
industrial", observa Romanelli.
Viver Toledo - Ano 16
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