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Toledo divulga primeiro Boletim Ovitrampas de infestação do Aedes aegypti

 

O Departamento de Vigilância em Saúde, vinculado à Secretaria Municipal da Saúde, publicou nesta segunda-feira (26) o primeiro Boletim Ovitrampas, instrumento de monitoramento da infestação do mosquito Aedes aegypti em Toledo, que pode ser acessado no link. O novo boletim complementa as estratégias já adotadas pelo município e não substitui os boletins epidemiológicos da dengue e da chikungunya, que continuam sendo divulgados normalmente.

Resulado

O primeiro boletim, referente ao período de 11 a 17 de janeiro de 2026, aponta alto risco de infestação nas localidades: Centro, La Salle II, Vila Nova, Pasquali I e II, Gisela I e II, Coopagro, Orquídeas, Concórdia, Esplanada, Industrial II, Novo Sarandi e Porto Alegre II.

O alto risco é caracterizado pela presença de mais de 100 ovos por armadilha, o que indica circulação intensa do mosquito e maior probabilidade de transmissão de doenças. Nesses locais, as ações de controle são intensificadas, com eliminação mecânica de criadouros e aplicação estratégica de inseticidas, além do reforço das orientações à população.

Segundo o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Junior Palma, a resposta ocorre de forma imediata nesses cenários. “As equipes intensificam os bloqueios, unindo a eliminação física de criadouros à aplicação de inseticidas de forma estratégica. Essas ações buscam reduzir a população de mosquitos adultos e larvas, mas dependem diretamente do acesso às propriedades e da colaboração dos moradores para manter os ambientes limpos”, explica.

Médio risco 

O boletim também aponta médio risco, com contagem entre 51 e 100 ovos, nas localidades Panambi II, Fachini II, La Salle I, Tocantins I, Santa Maria, Planalto, Centro de Eventos e Porto Alegre I. Nesses locais, o mosquito já apresenta presença significativa, e a recomendação é que os moradores adotem medidas preventivas constantes, como a vistoria semanal de quintais e a eliminação de recipientes que acumulam água.

Baixo risco 

Já as localidades Vila Becker, Tocantins II, São Peregrino, Santa Clara I, Pancera, Panambi I, Cristo Rei, Independência e Boa Vista foram classificados como baixo risco, com registro de 21 a 50 ovos. Apesar da menor infestação, a vigilância deve ser mantida, com atenção à limpeza de calhas, caixas-d’água vedadas e outros pontos que possam se tornar criadouros.

As ovitrampas são armadilhas instaladas em diferentes regiões da cidade para atrair as fêmeas do mosquito, que depositam seus ovos em palhetas de eucatex. Esses materiais são recolhidos periodicamente e encaminhados para análise técnica, onde é feita a contagem dos ovos. A partir desses dados, é possível avaliar a intensidade da infestação e direcionar as ações de campo com maior precisão.

O coordenador do Setor de Controle e Combate a Endemias, Antônio José de Sousa de Moraes, destaca que o método oferece uma leitura mais detalhada do cenário. “Hoje avaliamos o índice de positividade dos ovos e também o índice de densidade. Esses dados mostram que Toledo tem mosquito circulando em todo o território, o que exige atenção constante”, afirma.

Mapas de calor 

Os resultados das coletas são inseridos em uma plataforma do governo federal, que gera mapas de calor, identificando as áreas com maior concentração de ovos. De acordo com Moraes, a principal mudança está na frequência e na agilidade da tomada de decisão. “Com as ovitrampas, passamos a ter dados semanais ou quinzenais. Isso permite direcionar os agentes para as áreas com maior risco e ajustar as ações conforme a situação de cada bairro”, explica.

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