Adaptação à reforma
tributária, sustentabilidade, crédito rural e segurança no campo como
prioridades da pauta legislativa estão entre os destaques
De acordo com Sperafico, os temas centrais envolvem a adaptação à reforma tributária, a modernização da legislação de sementes, a sustentabilidade ambiental e a ampliação do crédito rural. “O agronegócio brasileiro precisa de um ambiente legal mais moderno, previsível e compatível com a realidade do produtor rural”, afirmou.
O parlamentar destaca que
diversos projetos em debate tratam diretamente do uso da terra, propriedades
rurais, produção orgânica e regularização fundiária. “São temas essenciais,
profundamente ligados ao agronegócio e à segurança jurídica no campo”.
Entre as proposições,
Sperafico citou o Projeto de Lei que institui a Política Nacional de
Agroecologia e Produção Orgânica, além daquele que altera a legislação
fundiária para estabelecer a Fração Mínima de Parcelamento do imóvel rural
(FMP). “Esses projetos ajudam a organizar o território rural, valorizam a
produção sustentável e dão clareza ao produtor”.
Também estão no radar
projetos que definem chácaras como pequenas propriedades rurais e o que
ratifica registros imobiliários de terras públicas situadas em faixas de
fronteira, considerados estratégicos para reduzir conflitos e insegurança
fundiária. “A regularização fundiária é fundamental para garantir acesso ao
crédito e estimular investimentos no campo”.
Outro destaque é o
Programa Nacional de Segurança no Campo, que cria mecanismos de proteção contra
crimes rurais, como furto de gado e invasões de propriedade. “Não há produção
forte sem segurança. O produtor precisa trabalhar com tranquilidade”, defende
Sperafico.
No campo orçamentário, o
deputado lembrou que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou relatório
setorial com reforço de recursos para a agricultura, incluindo investimentos na
Embrapa. “Pesquisa, inovação e tecnologia são pilares para manter o Brasil
competitivo no agronegócio”.
Sperafico também destacou
a consolidação do Pronaf e do Plano Safra da Agricultura Familiar, que já
tiveram projetos aprovados e podem entrar em vigor em 2026. “Estamos falando de
estabilidade jurídica para programas essenciais ao pequeno produtor”.
Sobre o Plano Safra
2025/2026, que prevê R$ 89 bilhões para a agricultura familiar, o parlamentar
defendeu condições mais acessíveis. “É fundamental garantir juros menores e
mais facilidade no acesso ao seguro rural, especialmente diante dos riscos
climáticos”.
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| Deputados Pedro Lupion, presidente da FPA e Dilceu Sperafico |
De acordo com Sperafico, os temas centrais envolvem a adaptação à reforma tributária, a modernização da legislação de sementes, a sustentabilidade ambiental e a ampliação do crédito rural. “O agronegócio brasileiro precisa de um ambiente legal mais moderno, previsível e compatível com a realidade do produtor rural”, afirmou.
Por Edemar Soares e Clóvis Pedrini Jr.







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