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Expansão da Coamo no Porto de Itapoá tem foco no futuro com melhor estrutura para exportação

A previsão da Coamo é inaugurar o novo porto de Itapoá em Santa Catarina em 2030. O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari diz que a aquisição do empreendimento surgiu de uma dificuldade que a cooperativa estava tendo em Paranaguá, em função de filas e demora de navios para atracação, na época. “Tínhamos compromissos que não conseguíamos atender em função desses problemas. Foi uma época em que a regularização da fila de navios em Paranaguá estava um tanto quanto perturbada, com regras que não favoreciam a eficiência. Então, fomos buscar alternativas em diversos portos do Sul do país, que pudessem abrigar um porto próprio, uma vez que Paranaguá é um porto onde compartilhamos a atracação de navios com outros terminais. Nós queríamos ter controle na fila de navios para fazer uma logística mais eficiente.” 

ESTRUTURA - Galinari explica que Itapoá foi uma oportunidade. “Fizemos aquisições estratégicas, da frente do mar para o fundo. Nosso terminal terá uma extensão de frente para o mar de 400 metros. Enquanto fazíamos essas aquisições, verificamos a possibilidade de fazer mais de um berço de atracação. Então o projeto passou para a atracação de três navios simultaneamente. Com isso, poderemos realizar parcerias e, inclusive, já estamos com algumas sendo discutidas nos berços que a Coamo não irá operar.”

Dentro do porto, portanto, a Coamo terá quatro terminais: um para grãos e farelos, um para fertilizantes, um para líquidos e outro para gases GLP - gás liquefeito de petróleo. “Não são negócios que a cooperativa irá explorar, mas como a área permite, é possível arrendar os terminais e gerar mais receita que possibilitará um melhor retorno da operacionalização que interessa de fato para a Coamo”, revela Edenilson Carlos de Oliveira, diretor de Logística e Operações.

NAVEGABILIDADE - A Coamo conseguiu a outorga da marinha para operar no porto e iniciou logo em seguida os estudos de impactos ambientais de fauna e flora, e a segunda etapa, foi de trabalho de campo, apresentando aos órgãos competentes este estudo e as medidas que a cooperativa irá tomar.  “Com esse trabalho inicial estamos aguardando a homologação das licenças para o início das obras”, esclarece o presidente Executivo. 

Outro ponto favorável ao porto de Itapoá, de acordo com o diretor de Logística e Operações da Coamo, é a condição de água da baía de Babitonga e a localização, pois facilita o fluxo. “Há uma condição de navegabilidade de 14 a 16 metros para chegar no canal. O calado natural do local onde será instalado o píer é de 25 metros de profundidade. Tudo isso permite a atracação de navios maiores”, explica. 

FOCO - Essa expansão é com vistas a Coamo do futuro, pois o produtor rural está tendo um crescimento orgânico e vai produzir mais dentro da mesma área. “Aliado à expansão de área da cooperativa, percebemos que precisamos avançar nisso, para não criar um gargalo que limite esse crescimento e remuneração do cooperado. Quando limito o escoamento da produção, limito a comercialização, o que pode prejudicar a rentabilidade do quadro social”, considera o diretor. 

OPORTUNIDADES - Airton Galinari diz que é importante essa expansão para o cooperado. “Até agora, com Paranaguá já dobramos nossa capacidade de exportação e nossa demanda vem sendo suprida, com a recente inauguração do terminal dois. Com Itapoá, as oportunidades serão ainda maiores, de fazer uma logística própria tanto por terra quanto marítima. Isso nos permitirá negócios com garantias maiores e reais de tempo de espera de navio e entrega de produtos, uma vez que vamos coordenar toda a operação. Para o cooperado isso se reverte em menos custos, e quando temos menos custos, podemos remunerar melhor o produtor rural, que é o objetivo principal de todas as ações da Coamo.”

Viver Toledo - Ano 16
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