Pular para o conteúdo principal

Projeto de Sperafico proíbe a importação de tilápia para reduzir risco sanitário e proteger produção nacional

Texto está em análise na Câmara dos Deputados
Sperafico: cadeia produtiva da tilápia é uma das mais relevantes do Brasil - Zeca Ribeiro/CF


O Projeto de Lei 6331/25 proíbe a importação de tilápia no Brasil. A medida, em análise na Câmara dos Deputados, inclui peixes vivos, alevinos e produtos resfriados, congelados, filetados ou processados para consumo humano e animal.
 
O objetivo é reduzir riscos sanitários associados à possível entrada de doenças e patógenos exógenos (vírus, bactérias, fungos e parasitas) no país.
 
Além disso, a proposta busca garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cadeia produtiva da tilápia brasileira.
 
“A tilapicultura é hoje uma das cadeias mais organizadas, capazes e socialmente relevantes do agronegócio nacional”, afirmou o deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), autor do projeto.
 
Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor da produção nacional de tilápia mais do que dobrou entre 2020 e 2024. O Paraná é o principal estado produtor, responsável por 36% do volume total no país.
Projeto visa proteger a produção nacional
Penalidades e fiscalização
A proposta proíbe o desembaraço aduaneiro, a circulação, a distribuição, o armazenamento e a comercialização de qualquer lote de tilápia importada. O governo também não poderá conceder licenças ou autorizações para importação.
 
Os infratores estarão sujeitos a apreensão, destruição ou devolução da carga ao país de origem, custeadas pelo importador.
 
Pelo texto, a multa será proporcional ao volume e ao valor dos itens e poderá haver ainda a suspensão ou a cassação de licenças sanitárias, ambientais e de comércio exterior da empresa infratora.
 
Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Desenvolvimento Econômico; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
 
Viver Toledo - Ano 17
Por quem faz jornalismo há 47 anos
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Atividades oferecidas pelos Certis impressionam comitiva internacional

Uma comitiva internacional visitou na quinta-feira (06), o Centro de Revitalização da Terceira Idade (Certi) Dr. Ernesto Dall’Oglio, localizado no Jardim Coopagro. Integrantes do grupo, formado por representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), ficaram impressionados com as atividades e estruturas oferecidas pelo equipamento público voltado à população idosa do município. Composta por representantes de várias nacionalidades, a delegação veio a convite da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e da Pessoa Idosa (Semipi). A missão contou com o apoio do intérprete inglês-português André Bruel e incluiu servidores de diferentes setores da secretaria estadual, que almeja, com esta visita, conhecer de perto iniciativas desenvolvidas em Toledo e avaliar experiências que possam servir de referência para programas voltados ao envelhecimento ativo e ao cuidado com a população idosa em outros contextos.  Para...

Geração de empregos em Toledo surpreende positivamente no início do ano

Toledo iniciou 2026 entre os destaques estaduais na geração de empregos formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que o município registrou, em janeiro, saldo positivo de 710 vagas com carteira assinada – resultado de 3.527 admissões e 2.817 desligamentos. Em termos proporcionais, Toledo alcançou a segunda maior média per capita na geração de empregos entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil moradores. Foram 4.418,14 novos postos de trabalho para cada milhão de habitantes, índice inferior apenas ao de Colombo (5.395,74). Na sequência aparecem Arapongas (3.933,10), Curitiba (3.779,23) e Maringá (2.636,97). Para o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco), Vanderlei Timóteo, o resultado reflete um início de ano fora do padrão histórico. “O mês de janeiro começou atípico, demonstrando um flu...