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Os avanços e desafios da energia solar no agronegócio brasileiro

Dilceu Sperafico*

Com enfrentamento de grandes problemas e custos na implantação e manutenção de redes de distribuição confiáveis de energia elétrica às propriedades rurais, especialmente as mais distantes de áreas urbanas e voltadas à criação de aves, peixes e suínos, além da produção de leite, o Brasil já integra o grupo top 10 no uso de energia solar no planeta. Na verdade, o País se destaca mundialmente no avanço da produção e consumo de energias renováveis, nas áreas urbanas e rurais. Para isso, investidores do setor começaram a identificar e aproveitar oportunidades dentro do mercado do setor, muitas das quais utilizando o modelo de geração distribuída, para conectar clientes aos parques solares. Dessa forma, a energia solar no Brasil tem avançado rapidamente nos últimos anos, impulsionada pela expansão de usinas. Nesse cenário, o País aparece entre as 10 nações que mais utilizam essa fonte alternativa de energia no mundo, ao lado dos Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Japão. Conforme a Agência Brasil, esse crescimento do setor gerou investimentos de 229,7 bilhões de reais e arrecadação de 71 bilhões de reais pelos cofres públicos, desde 2012.

Conforme especialistas, somente em outubro de 2025, 19 novas usinas entraram em operação comercial, totalizando 643,46 MW. A predominância coube à fonte solar com 13 centrais solares fotovoltaicas, reunindo 559,47 MW, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ainda de acordo com levantamento da agência, de janeiro a outubro de 2025, 48 centrais solares fotovoltaicas começaram a operar no Brasil, superando as outras usinas, das quais 13 termelétricas; 37 eólicas; 11 pequenas hidrelétricas e uma central geradora hidrelétrica. Empresas do setor são exemplos positivos de como a energia fotovoltaica pode virar oportunidade para a economia interna, contribuindo com o crescimento do Brasil no setor fotovoltaico. Segundo a União Nacional da Bioenergia (Udop), a geração de energia solar cresceu 22% no Brasil em janeiro deste ano e o Estado de Minas Gerais liderou a produção, com 409 megawatts gerados no período, mas os Estados da Bahia, Pará e Paraná também foram destaque na atividade.

O crescimento da geração solar em Minas Gerais tem sido impulsionado por políticas de incentivo, como a Lei da Energia Fotovoltaica, que isenta de ICMS usinas de até cinco megawatts, atraindo novos investimentos para o setor. Novo relatório global da Bloomberg - NEF confirma que a transição energética entrou definitivamente em nova fase no planeta, com investimentos globais em tecnologias de baixo carbono atingindo 2,3 trilhões de dólares em 2025, e crescimento de 8,0% em relação ao ano anterior. O estudo, referência internacional sobre financiamento da transição energética, mostra que, mesmo em cenário marcado por instabilidade geopolítica, o fluxo de capital para energia limpa se manteve. Para isso, o transporte eletrificado consolidou-se como maior investimento global, somando 893 bilhões de dólares em 2025, com alta de 21% em relação ao ano anterior. O avanço dos veículos elétricos e da infraestrutura de recarga confirma o principal vetor da transição energética. Já as redes elétricas apareceram como outro destaque do relatório, com 483 bilhões de dólares investidos e crescimento de 17%. O dado reflete a urgência de modernizar e expandir a infraestrutura elétrica para atender o aumento da demanda.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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