25/02/2019

Italiano para a terceira idade na Unioeste

Centro de Roma em foto de arquivo do Viver Toledo: italiano na Unioeste 



As inscrições para o Projeto de Língua Italiana para a Terceira Idade (Proliti), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Cascavel, já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail proliti.unioeste@gmail.com ou no primeiro dia de aula, que ocorrerá na segunda-feira, dia 18 de março, das 15h30 às 17h30, na sala 38 do bloco de salas de aula.
Neste ano de 2019 o curso será para iniciantes, ou seja, correspondente à turma de primeiro ano.
Para a professora do projeto, Alessandra Santi Guarda, aluna do mestrado em Letras da Unioeste, estudar a língua italiana nessa faixa etária é uma oportunidade de desenvolvimento em diversos aspectos. “Aprender um idioma na terceira idade é, além de uma forma de manter-se ativo e com uma mente saudável, uma maneira de resgatar e valorizar as próprias raízes”, analisa a docente.
O professor Hugo Eliecer Dorado Mendez, egresso do curso de Letras Italiano da Unioeste e mestrando em Letras na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), de Foz do Iguaçu, também ministra as aulas no Proliti. Para ele, o curso possibilita espaços para os alunos entrar em contato com aspectos da cultura italiana ligados ao ensino da língua, “trazendo à tona elementos da sua memória afetiva, ao mesmo tempo que adquirem novos conhecimentos”.
A coordenadora do projeto, a professora Benilde Socreppa Schultz, docente do curso de Letras Italiano, aponta que são várias as vantagens cognitivas gerais quando se aprende uma língua estrangeira. “É muito importante para essa faixa etária sentir-se ativa e capaz. Além dos fatores metacognitivos, o Proliti é uma oportunidade de socialização, o que também é muito importante nessa fase da vida”, considera a docente.

Participações em 2018: contribuições sociais
Para os alunos que participaram em 2018, o Proliti é uma forma de entra em contato com a própria descendência. Nilva Faria Lima, 62, aposentada, conta que sempre foi apaixonada pela língua Italiana. “Acho que por ter avós descendentes e ter vivido durante a infância em um lugar colonizado por descendentes e imigrantes italianos, fez crescer em mim esse desejo. Há um ano fui convidada por uma amiga para participar do curso. Amei! Era tudo que eu precisava no momento. Digo precisava porque além de amar a língua eu me encontrava com depressão. O acolhimento dos colegas e dos professores foi fundamental para minha vida naquele momento”, diz Nilva.
Para a colega Marlene Liberali Pietsch, 56, consultora de vendas, o fator descendência também foi o ponto motivador. “Além disso, fiquei entusiasmada com o curso. Eu gostava de estudar em casa também”.
Mais informações pelo telefone (45) 99911.3831 via Whatsapp ou pelo e-mail proliti.unioeste@gmail.com.
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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