20/03/2019

HR estará no centro da campanha de 2020


Política & Gente
Por Wanderley Graeff

Para o bem ou para o mal, o Hospital Regional estará no centro da disputa eleitoral do próximo ano em Toledo. Lá se vão 16 anos desde a decisão pela sua construção e ainda não se observa no horizonte a solução que é tanto aguardada: o início do atendimento à população dos 18 municípios da microrregião polarizada por Toledo.
Os atuais gestores e seu grupo político sabem que as dificuldades da administração Lucio de Marchi-Tita Furlan em dar cumprimento ao prometido em campanha – colocar o HR em funcionamento no primeiro ano do governo - deverá gerar algum desgaste durante a próxima campanha. Por isso, se esmeram na busca pelas soluções que ainda parecem longe de um final feliz.
Segundo Lucio me disse em entrevista no período em que apresentei o Plano Geral da Rádio União, durante as férias do amigo Nésio Luiz, o próximo passo passará por um lento ritual de vários meses, com licitações para as intermináveis adequações do espaço, que custarão a bagatela de R$ 11 milhões aos cofres municipais. Vai daí que o HR não abre em 2019 - isso é ponto pacífico. Se a parada não for resolvida antes da campanha, o jogo político por certo será ainda mais duro do que se desenha. Não só pelo atendimento esperado pela população regional, como tambem pela necessidade que o hospital representa para o curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná, que ingressará em 2020 no quinto ano, com a necessidade improrrogável da prática médica pelos estudantes.

Nativos do Século 21
Não são poucas as pessoas que se revelam um tanto frustradas e apreensivas com os desdobramentos da visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. A via não foi de mão dupla - foram ações concretas com recíproca nem tanto.
Conta a história que os portugueses aportaram na terra nova trazendo as bugigangas - apitos, espelhos, chocalhos – que faziam a alegria dos indígenas. Em troca, os nativos deveriam cortar as árvores de pau-brasil e carregar os troncos até as caravelas portuguesas. De quebra, levaram tanto ouro, prata e um montão de riquezas espoliadas do Brasil que, se os portugueses de outrora não fossem uns tolos, seriam os lusitanos hoje uma das nações mais poderosas do mundo.
A nós, cabe o tempo provar que não somos os nativos dos tempos modernos.


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