Em dez anos, 28 cidades do Paraná alcançam o topo do Índice de Desempenho Municipal
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| Maringá/Foto: Roberto Dziura Jr/AEN |
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgou nesta quarta-feira (13) o mais recente Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), que avalia e acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico das cidades paranaenses. Ele mostra que 28 novos municípios alcançaram o indicador de Alto Desempenho, o que mostra um aumento na qualidade de vida da população, no recorte de uma década. Em 2010, apenas Curitiba aparecia no topo.
AVANÇOS
A melhora no desempenho dos municípios paranaenses advém, principalmente, das
dimensões educação e saúde, para as quais as cidades vêm, desde o início da
série, apresentando constante evolução. Na saúde, a taxa de mortalidade
infantil é a menor da história recente e o Samu passou a cobrir 100% do
território. Na educação, o Paraná alcançou recentemente a melhor rede estadual
no ensino médio, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
“Na
média geral muitos municípios ascenderam de categoria, o que significa que as
políticas públicas em andamento estão surtindo resultados, principalmente na
saúde e educação, apontando ainda a necessária revisão das questões de
distribuição de rendas”, diz o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
No
âmbito da renda, especificamente de 2020 para 2021, o IPDM mostra avanço
significativo, com 47 municípios ascendendo a um estrato superior (casos de
Faxinal, Reserva e Nova Laranjeiras, por exemplo), associado ao início de
recuperação do mercado de trabalho com o declínio da pandemia da Covid-19 e a
progressiva retomada das atividades econômicas.
Por
outro lado, esta dimensão permanece indicando diferenças importantes na
distribuição, associadas às características da rede de cidades do Estado, com
participação de alguns centros de maior porte, ao lado de uma extensa gama de
municípios de pequeno porte. Para reequilibrar esse cenário, o Estado
desenvolve um programa chamado Paraná Produtivo, que conecta de maneira mais
efetiva as cadeias produtivas de algumas regiões, potencializando a atração de
novos investimentos.
Callado
explicou que o IPDM é um instrumento importante justamente para definir os
rumos do planejamento de políticas públicas que podem corrigir distorções,
assim como o observado a partir de investimentos em educação e saúde, que
tiveram o IPDM elevado em um bom número de municípios.
“Esse
instrumento demonstra, estatisticamente, o desempenho dos municípios e,
obviamente, das gestões frente aos municípios e serve para embasar o desenho
dessas políticas públicas, a revisão de muitas políticas públicas quando se
fazem necessárias e também a aplicação de recursos em áreas importantes”,
complementa.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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