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Biopark Educação: cadeia produtiva e Governo do estado debatem o projeto de pesquisa do NAPI

Dirigentes do Biopark e secretários de Estado durante o evento - Wanderley Graeff/Viver Toledo
“É fundamental que este arranjo atinja os seus objetivos, o que será bom não só para o estado, mas para o país. O Brasil é o 13º produtor e contribui com pouco mais de 3% da produção de ciência do mundo, o que é uma posição honrosa. No entanto, o Brasil é o 54º em inovação no mundo, o que evidencia um descompasso muito grande. O fato é que a nossa ciência não está virando produto, não está chegando à população e não está ajudando a transformar e desenvolver o país. Acaba sendo uma ciência muito de prateleira e não de produto.” A afirmação é do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado, Aldo Bona, ao participar nesta sexta-feira (30) no Biopark, em Toledo, de encontro do Conselho Curador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) com foco em Alimentos Saudáveis.
 
Durante o encontro foi assinado o processo de inexigibilidade de chamamento público do NAPI e apresentado o plano de trabalho do primeiro foco de pesquisa. O NAPI visa atender as principais demandas das indústrias, cooperativas e empresas que atuam no segmento de alimentos da região.
Secretário Aldo Bona: Brasil pratica "ciência de prateleira"

Para o presidente da Frimesa Cooperativa Central, Elias Zydek, “o Biopark tem sido um aglutinador, investindo para concentrar esforços, recursos e inteligência em benefício de toda a região e porque não dizer o estado e do país.” Para ele, os desafios que o mundo apresenta são muito grandes e a cadeia produtiva de grãos e proteína animal precisa de tecnologias: “A ciência é decisiva para que sejamos mais competitivos na oferta de alimentos para o mundo”, frisou.
 
“Nós estamos fazendo alguma coisa que é disruptiva no Brasil, que é um grupo de empresas pagando para fazer pesquisa, contando com a presença do Governo do Estado. Isso baixa brutalmente o custo, pois ele é rateado entre essas grandes empresas, mais o governo”, afirmou o fundador do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi.
 
Para o empreendedor, o NAPI atua sobre problemas importantes da cadeia produtiva e para baixas custo para as empresas. “A gente sente que pode resolver grandes problemas do agro brasileiro, até porque essas empresas estão presentes com seus produtos em vários estados”, afirmou.
 
O secretário de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Alex Canziani, parabenizou os envolvidos no processo, salientando que “são investimentos que por certo trarão soluções inovadores para a cadeia produtiva de alimentos. Além disso, daqui podem sair várias startups e este núcleo ser transformado em referência para o Brasil”.
 
Sobre o NAPI
O NAPI Alimentos Saudáveis conta com parcerias do setor produtivos, como BRF, Coopavel, Copacol, Copagril, C.Vale, Frimesa, Lar, Prati Donaduzzi, Primato, entre outras. O trabalho tem o apoio de instituições como o Biopark Educação, a Fundação Araucária, a Embrapa, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Paraná.

Elias Zydek (Frimesa), Luiz Donaduzzi, Wanderley Graeff e Victor Donaduzzi
Presenças

O evento contou as presenças de dirigentes de cooperativas e empresas, entre eles a fundadora do Biopark, Carmen Donaduzzi, o presidente do Biopark, Victor Donaduzzi, o vice-presidente do Biopark Educação, Paulo Rocha, a gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark Educação, Carolina Balera Trombini; o presidente da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni, e o gerente Comercial, de Suprimentos, Logística e Inteligência de Mercado da Primato Cooperativa Agroindustrial, Daniel Girardello.
 
Viver Toledo - Ano 16
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