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Caged: Toledo mantém bons resultados em maio e segue líder estadual

Foto: Fabio Ulsenheimer




Toledo mais uma vez se destaca no cenário estadual da geração de empregos. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o município lidera o ranking paranaense de 2025 na média de novos postos de trabalho por habitante entre as 24 cidades com mais de 100 mil moradores.
 
Com 21.737,49 vagas criadas para cada 1 milhão de habitantes, Toledo ultrapassa com folga concorrentes como Arapongas (12.683,37), Araucária (12.497,03), Cascavel (12.155,87) e Pinhais (11.951,31), consolidando-se como o município de grande porte com o melhor desempenho proporcional no estado neste ano. Em números absolutos, o município ocupa o quinto lugar em saldo acumulado no ano, com 18.762 admissões e 15.314 desligamentos, resultando em 3.448 novos postos de trabalho formal. Apenas Curitiba (18.490), Londrina (5.736), Maringá (3.930) e Cascavel (4.426) registraram saldos superiores.
 
Boa parte desse desempenho se deve ao setor de serviços, responsável por 8.242 contratações e 5.736 demissões, o que resultou em um saldo positivo de 2.506 vagas — o maior entre os segmentos da economia local. Em seguida aparecem a indústria, com saldo de 405 vagas (4.943 admissões e 4.538 desligamentos); o comércio, com 274 (3.594/3.320); a construção civil, com 174 (1.388/1.214); e a agropecuária, com 89 (595/506).
 
Maio 
Os números de maio também mantêm Toledo entre os destaques estaduais. No mês, o município gerou 232 empregos líquidos (3.217 admissões e 2.985 desligamentos), ocupando a quarta colocação entre as cidades com mais de 100 mil habitantes em saldo absoluto. Quando se observa a geração de empregos proporcional à população, Toledo sobe para o segundo lugar no ranking mensal, com 1.462,62 novas vagas por milhão de habitantes.
 
O desempenho setorial em maio mostra o comércio como maior responsável pelo crescimento: 758 contratações contra 643 demissões, saldo de 115 empregos formais. Serviços aparecem na sequência, com 101 vagas líquidas (1.167/1.066), e a construção civil, com 28 (277/249). A indústria teve leve retração de dois postos (914 admissões e 916 desligamentos), e a agropecuária recuou 10 vagas (101/111).
 
Mercado formal 
Outro dado relevante apontado pelo Caged é o avanço no número total de trabalhadores com carteira assinada. Em Toledo, esse contingente passou de 62.116 no fim de 2024 para 65.558 em maio deste ano, um aumento de 5,55%. A taxa é a segunda mais alta entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes. Apenas Almirante Tamandaré teve variação ligeiramente superior, com 5,56%. Na sequência vêm Fazenda Rio Grande (5,41%), Piraquara (4,92%) e Arapongas (4,10%).
 
Toledo também figura entre as cidades com maior proporção de empregos formais em relação à população total. A taxa de formalização local chega a 41,33%, ficando atrás apenas de Curitiba (45,17%) e à frente de Maringá (39,89%), Pinhais (39,56%) e São José dos Pinhais (35,91%).
 
Cenário aquecido 
Segundo o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco), Rodrigo Souza, Toledo encerrou os primeiros cinco meses de 2025 com resultados sólidos na geração de empregos. "O Caged trouxe números bastante expressivos, que traduzem uma movimentação intensa do mercado de trabalho de Toledo, com o setor de serviços sendo o motor da economia local. Os resultados em maio do comércio e da construção também demonstram a força destes segmentos", analisa. “Apesar do pequeno saldo negativo apresentado em maio, o setor industrial ainda segue forte, enfrentando oscilações que são comuns em razão da sazonalidade da produção e de eventuais reorganizações de equipe”, acrescenta.
 
Rodrigo também atribui parte dos bons resultados à atuação da Agência do Trabalhador de Toledo, que realizou mais de 50 mil atendimentos entre janeiro e maio. “Tem funcionado muito bem o processo de encaminhamento para vagas de emprego e cursos de qualificação”, diz, acrescentando que a faixa etária mais contratada no período foi a de 30 a 39 anos com ensino médio completo. “Isso demonstra que a força produtiva jovem e qualificada tem sido muito procurada pelas empresas locais”, observa.
 
 
Viver Toledo - Ano 17
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