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Os preocupantes gargalos da infraestrutura e logística do Oeste do Paraná

 Dilceu Sperafico*

Entre as muitas boas notícias do Show Rural Coopavel de 2026, esteve participação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), assumindo protagonismo no maior evento tecnológico do agronegócio da América Latina e promovendo debates sobre os maiores gargalos da infraestrutura e logística no Estado, que dificultam a expansão e modernização da agropecuária estadual. No dia 10 de fevereiro, o presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, comandou reunião estratégica com lideranças empresariais e representantes de entidades do agronegócio do Estado, para debater os principais desafios da infraestrutura logística e energética do setor produtivo do Paraná. O debate reforçou a necessidade do diálogo institucional e articulação regional na busca por soluções estruturantes. Foram apresentados panoramas atualizados sobre concessões rodoviárias, modal ferroviário e fornecimento de energia, temas considerados centrais para a indústria, agronegócio e cooperativas agrícolas do Oeste do Paraná.

Na questão das rodovias, foi tratado o acompanhamento técnico das concessões rodoviárias e os impactos diretos para os usuários dos trechos concedidos e a economia do Estado. “O Observatório dos Pedágios fez aniversário e mostramos o acompanhamento que temos feito inclusive dos aditivos que estão acontecendo e de uma grande luta que começou aqui na região, de ser contrário à outorga onerosa e ao limite de desconto. Nós sempre falávamos que isso traria prejuízo direto ao usuário, à região e ao Estado. Isso foi precificado, com 9,5 bilhões de reais de economia direta ao usuário ou em depósito que está no Estado”, ressaltou Edson Vasconcelos.

Da mesma forma, destacou preocupação do setor produtivo local em relação às tarifas de pedágio praticadas na região. Nesse ponto, defendeu a participação do poder público na busca por soluções que reduzam custos para usuários. “Precisamos que os governos entrem nesse assunto e subsidiem alguma obra para que haja distensionamento dos valores das tarifas, porque há aqui um custo tarifário 70% maior do que em outras regiões do País”, acrescentou o presidente da Fiep. Também foi destacada a necessidade de que as lideranças regionais monitorem permanentemente o cronograma de execução das obras previstas nas concessões.

No mesmo encontro, o modal ferroviário, considerado estratégico para o escoamento da produção do Oeste do Estado, foi amplamente debatido e Edson Vasconcelos ressaltou a importância dos debates em relação ao processo licitatório da Malha Sul, que deve ocorrer em dezembro deste ano, com audiências públicas previstas para os próximos meses. Uma questão que influencia inclusive na operação da Ferroeste, que liga Cascavel a Guarapuava. “No modal ferroviário, mostramos que há uma licitação acontecendo em dezembro, que envolve o Estado do Paraná, extremamente importante para essa região, porque ela desencadeia a solução da Ferroeste”, disse o presidente da Fiep. A matriz energética também ocupou espaço relevante no debate, sendo citados gargalos na transmissão e na distribuição, que impactam o ritmo de crescimento regional. “O Paraná é um dos maiores produtores de energia sustentável do mundo, mas ela não está sendo levada ao usuário de forma adequada. Deficiências em infraestrutura energética, de transmissão e distribuição, atingem empresas urbanas e o agronegócio”, afirmou Edson Vasconcelos.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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