Governo do Estado dá início a estudos para implementar novas parcerias público-privadas
 |
| Foto: Alex Adam/SELP |
O
Governo do Estado deu início nesta segunda-feira (14) a uma jornada de três
dias de trabalho em torno de cinco projetos de parcerias público-privada (PPPs)
ou concessões com pesquisas já contratadas junto à Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe). A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado
do Planejamento (SEPL), através da Unidade Gestora do Programa de Parcerias do
Paraná (UGPAR) e junto à Paraná Projetos, engloba áreas de entretenimento,
turismo, mobilidade urbana, transporte coletivo e serviços administrativos.
Os
projetos envolvem estudos sobre a Pedreira do Atuba (Região Metropolitana de
Curitiba), prédios públicos, prédios culturais e um Centro de Convenções. A
pedreira é um espaço desativado na Capital que pode virar uma área de
entretenimento, nos mesmos moldes da Paulo Leminski. O Centro de Convenções
seria um imóvel para a realização de eventos, erguido pelo Estado, mas que
seria gerido pela iniciativa privada, de forma a atrair grandes eventos e
incentivar o turismo de negócios.
Em
relação aos prédios públicos, a ideia é criar centros administrativos
regionais, reunindo instituições públicas estaduais em um único edifício nas
cidades-polo, melhorando a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão
e gerando economia com custos fixos, como segurança, aluguel, gastos gerais de
manutenção, dentre outros. Já no tópico dos prédios culturais, a proposta prevê
uma melhor exploração de espaços, como cafés.
“O
governo estadual compreende a necessidade de ampliar o nível de parcerias e
trazer a iniciativa privada para participar de projetos no qual o Estado não
tem expertise. Consequentemente, podemos alavancar mais recursos na melhoria
dos serviços públicos. Então estruturando com consultoria os fluxos e já temos
em carteira alguns projetos. Isso faz parte de uma estratégia colocada pelo
governador Ratinho Junior para dinamizar o atendimento e melhorar os serviços
para os cidadãos”, afirma o secretário de Planejamento, Guto Silva
Os
grupos de trabalho vão se debruçar sobre esses temas até quarta-feira (16). As
reuniões iniciais têm o intuito de levar à Fipe detalhes já existentes dos
projetos. Logo em seguida começam os estudos das equipes técnicas da Fipe.
A
análise pretende mapear o que já existe em relação a cada tópico e qual será o
melhor encaminhamento. A primeira parte do diagnóstico será apresentada já no
próximo mês, sendo seguida de verificações periódicas. Até o fim do ano, a
ideia é ter um estudo técnico-operacional de cada ativo, para seguir, no
próximo ano, o restante da construção da modelagem.
A
Fipe entregará nove produtos: Diagnóstico e Proposta de Modelo para Licitação;
Relatório Técnico-Operacional Preliminar; Relatório Econômico-Financeiro
Preliminar; Relatório Jurídico-Institucional Preliminar; Relatório de
Consolidação e Revisão dos Estudos Preliminares; Relatório de Acompanhamento da
Consulta e Audiência Pública; Relatório de Apoio ao Roadhow e Market Sounding;
Relatório de Consolidação e Revisão dos Estudos Finais e Relatório de
Acompanhamento do Procedimento Licitatório.
Felipe
Flessak, diretor-geral da SEPL, explica que o início dos trabalhos com a Fipe
em torno de projetos estruturantes ligados à área de PPPs é um passo importante
dado pelo Estado do Paraná.
“O
governador Ratinho Junior demandou esses projetos de estudo e hoje começamos a
execução desses trabalhos em uma reunião intensa com a Fipe, nossa unidade de
PPP, servidores das secretarias fins e demais servidores ligados à área, para
estruturar a melhor metodologia econômica, financeira e jurídica, para que
essas modelagens sejam estruturadas e entregues daqui de 6 a 12 meses, que
entrem no mercado e tragam êxito não apenas na modelagem, mas principalmente na
execução desses projetos”, afirma.
Segundo
o pesquisador da Fipe, Felipe Sande, a ideia nesse primeiro momento é alinhar
expectativas, acertar o plano de trabalho e dar início efetivo à execução da
estruturação desses projetos. “Este é um portfólio ambicioso, são cinco
projetos sendo estruturados de maneira simultânea, uma verdadeira revolução do
ponto de vista de política pública, trazendo a iniciativa privada para apoiar
esses projetos”, ressalta. "São políticas para 20, 30 anos, o que exige
programas detalhados que precisam de um bom diagnóstico".
“Temos
que saber qual a situação hoje e ter uma boa visão do que o poder público
espera para esses ativos, quais serviços deverão ser prestados pelo parceiro
privado e também enfrentar um desafio de comunicação, pois diversos usuários,
pessoas que prestam serviço, vão ser impactadas e precisam ser ouvidas para que
se tenha um projeto eficiente”, complementa.
Segundo
o diretor da Paraná Parcerias, Luiz Moraes Junior, o alinhamento inicial é
fundamental para que, no decurso dos projetos se consiga chegar ao melhor
resultado. “As parcerias público-privadas são um mecanismo moderno que os
estados e a União podem utilizar para atrair investimentos. É um instrumento
que está sendo utilizado no mundo todo e é uma forma de o Estado ampliar os
seus investimentos trazendo o parceiro privado para participar desse processo”,
assinala.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley
Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial