30/06/2023

Censo 2022: Paraná tem o 3º maior índice de ocupação de imóveis do Brasil

Foto: Arnaldo Alves



Com 83,7%, o Paraná é um dos estados que possui o maior índice de imóveis permanentemente ocupados do Brasil, conforme dados do Censo Demográfico 2022, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as unidades da Federação, o Estado está atrás apenas do Distrito Federal, que possui uma taxa de 84,2%, e aparece praticamente empatado com Roraima, que possui os mesmos 83,7% de ocupação (a diferença é de 83,704014877609% para RR e 83,7040126113882% para o PR).
 
No total, o Paraná teve um acréscimo de quase 1,3 milhão de domicílios nos últimos 12 anos, passando de 3,75 milhões para pouco mais de 5 milhões, sendo o 6º maior neste quesito e se aproximando do Rio Grande do Sul, o 5º colocado com 5,3 milhões.
 
De acordo com os dados do IBGE, há 4,21 milhões de domicílios espalhados pelos 399 municípios paranaenses que encontram-se ocupados de forma permanente, o 6º maior em números absolutos. À frente do Paraná, estão São Paulo (16,2 milhões), Minas Gerais (7,5 milhões), Rio de Janeiro (6,1 milhões), Bahia (5,1 milhões) e Rio Grande do Sul (4,25 milhões).
 
Entre os municípios paranaenses com maiores índices de ocupação, o maior destaque é para a região Sudoeste do Estado, que possui as quatro cidades com menos imóveis vagos: Santo Antônio do Sudoeste (99,8%), Santa Izabel do Oeste (97,9%), Salto do Lontra (96,2%) e Bela Vista da Caroba (94,8%).
 
Na outra ponta, estão cidades conhecidas pelo alto volume de casas de veraneio, como o Litoral do Estado, incluindo Pontal do Paraná (31,8%), Matinhos (33,4%) e Guaratuba (43%), bem como os municípios localizados nas chamadas praias de água doce na região Noroeste, como Porto Rico (40,5%), Alvorada do Sul (59,5%) e São Pedro do Paraná (60,2%).
 
POUCOS DOMICÍLIOS IMPROVISADOS 
Além do baixo índice de desocupação, o Paraná também aparece como o 4º estado com menor proporção de domicílios improvisados, com uma taxa de 0,048% do total (2.431). Na frente estão Rio Grande do Sul (0,037%), Santa Catarina (0,047%) e Ceará (0,048%).
 
Segundo o IBGE, se encaixam nesta categoria locais como lojas, fábricas, prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas, entre outras que serviam de moradia quando foi realizado o trabalho de campo do instituto.
 
Uma das maneiras de melhorar ainda mais este quadro é com investimentos em habitação de interesse social com a construção de moradias populares. Neste sentido, o Governo do Estado anunciou no início de junho um aporte de R$ 800 milhões para o programa Casa Fácil Paraná, que deverá ser usado para facilitar o acesso à casa própria para 40 mil famílias. Esse será o segundo ciclo do programa, após um aporte de R$ 470 milhões para 32 mil casas.
 
Os recenseadores também identificaram a existência de 812 mil moradias particulares permanentes não ocupados no Paraná (16,15% do total). Destes, 540 mil estão vagos e 272 mil são de uso ocasional, utilizados pelas famílias em datas específicas, como fins de semana, férias e feriados.
 
"Os domicílios vagos são aqueles em que não há ninguém morando. Já os de uso ocasional são aqueles que são ocupados parte do tempo, como os de veraneio. De 2010 para cá, o aumento de domicílios ocupados foi maior, em números absolutos, mas em termos de proporção, os não ocupados tiveram um ganho maior no período em todo o Brasil”, explica o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte.
 
LITORAL 
Entre os municípios paranaenses com maior proporção de residências de uso ocasional estão Pontal do Paraná, com 61,3%, e Matinhos, com 61,1%, que figuram na 9ª e 10ª colocação nacional neste indicador respectivamente. Além do aumento no número de casas de veraneio, as duas cidades registraram expressivos aumentos em relação aos moradores, passando de 20.920 para 30.425 no caso de Pontal do Paraná (45,43%) e de 29.428 para 39.259 no caso de Matinhos (33,41%).
 
Obras como a revitalização da orla de Matinhos, com consequente engorda da faixa de areia, e projetos como a duplicação da PR-412 entre as duas cidades e a construção da ponte de Guaratuba ajudam a explicar a alta no interesse de moradores e turistas pelo Litoral na última década.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR



58% dos municípios paranaenses não registraram homicídios no primeiro quadrimestre de 2023

Foto: SESP/PMPR/PCPR




Mais da metade dos municípios paranaenses não registrou homicídios no primeiro quadrimestre de 2023, de acordo com o Relatório Estatístico Criminal da Secretaria da Segurança Pública. Ao todo, 233 (58%) cidades não tiveram nenhuma ocorrência do crime e 80 (20%) tiveram apenas um registro no período. O relatório estatístico também aponta que 64 municípios (16%) tiveram de dois a cinco homicídios e apenas nove (2,2%) de 6 a 10 ocorrências do crime. Treze cidades registraram mais de 10 homicídios. No ano passado, no mesmo período, 230 cidades não tiveram casos.
 
As cidades sem homicídios estão espalhadas em todo o Paraná: Rondon, Amaporã, Perobal, São Jorge do Ivaí, Terra Rica e Japurá (região Noroeste); São Sebastião da Amoreira, Nova Fátima, Tomazina, Curiúva, Primeiro de Maio, Assaí e Sertaneja (Norte e Norte Pioneiro); Céu Azul, Vera Cruz do Oeste, Itaipulândia, Capanema, Lindoeste, Cafelândia, São Jorge do Oeste, Salto do Lontra (Oeste e Sudoeste); Cruz Machado, Inácio Martins, Turvo, Cândido de Abreu, Ipiranga e Carambeí (Centro-Sul e Campos Gerais); e Tijucas do Sul, Morretes e Cerro Azul (RMC e Litoral).
 
O Paraná também tem municípios que não registram nenhum homicídio há cinco anos, como São João do Triunfo, Rebouças, Mallet, Teixeira Soares, Querência do Norte, Céu Azul, Santa Mariana, Uraí, Inácio Martins e Roncador.
 
O balanço de mortes provocadas registrou queda de 12,3% entre janeiro e abril de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022. Neste ano foram 644 ocorrências, enquanto que no ano anterior foram 735. Houve queda em três dos quatro meses: janeiro, de 208 para 176 (15%); março, de 195 para 147 (24%); e abril, de 172 para 158 (8%). As áreas de segurança pública (divisão territorial) com menor número foram Laranjeiras do Sul (4), Cornélio Procópio (9) e Jacarezinho, União da Vitória e Francisco Beltrão (11 cada).
 
Também houve diminuição no número de homicídios em seis das dez maiores cidades do Paraná no primeiro quadrimestre: Curitiba, de 113 para 69 (38%); Ponta Grossa, de 33 para 32 (3%); Cascavel, de 32 para 25 (21%); São José dos Pinhais, de 24 para 17 (29%); Almirante Tamandaré, de 19 para 16 (15%); e Campo Largo, de 18 para 7 (61%).
 
Na Capital, os 69 homicídios dolosos nos primeiros quatro meses do ano são o menor número de uma série histórica que começou a ser registrada pelo Centro de Análise, Planejamento e Estatística em 2009. Até então a menor era 73 em 2019. Na série, foram 205 em 2009, 300 em 2010, 250 em 2011, 236 em 2012, 187 em 2013, 210 em 2014, 162 em 2015, 183 em 2016, 129 em 2017, 103 em 2018, 73 em 2019, 99 em 2020, 74 em 2021 e 113 em 2022.
 
Para o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, os números são resultado do trabalho integrado e com alcance em todas as regiões das forças policiais. “A Polícia Civil, que é nossa polícia judiciária, atua fortemente pela elucidação dos homicídios através da investigação, o que impõe condenações severas. A Polícia Militar está todos os dias presentes nas ruas, em especial nos locais de maior incidência criminal, coibindo crimes. Isso mostra que as forças de segurança estão todo dia nas ruas batalhando para diminuir ainda mais esses números”, afirmou.
 
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, a instituição tem por objetivo a realização de investigações bem estruturadas e que resultem na redução dos crimes, em especial os que resultam em homicídios. “Os altos índices de solução de homicídios alcançados pela PCPR contribuem diretamente para dissuadir criminosos, pela certeza da punição. Este fator inibe a criminalidade. O sucesso é fruto do profissionalismo dos nossos policiais civis, somado à integração entre todas as forças de segurança”, disse.
 
“Atuamos diariamente com nosso efetivo nas regiões do Estado com maior índice de criminalidade, além de operações preventivas e ostensivas que possibilitam a ação mais rápida da Polícia Militar coibindo esse tipo de crime. Além disso, contamos com o auxílio da população fazendo denúncias pelo 190 e pelo Disque-Denúncia 181, acionando a PMPR sempre que necessário para garantir a ordem pública”, destacou o subcomandante-geral da Polícia Militar, Paulo Henrique Semmer.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR



Em evento da Fiep, governador defende reforma tributária justa para estados do Sul e Sudeste

Foto: Gilson Abreu/AEN




O governador Carlos Massa Ratinho Junior voltou a defender os interesses do Sul e do Sudeste do Brasil na reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional nesta sexta-feira (30). Ele participou de um encontro com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os dois estiveram presentes em um evento com representantes do setor produtivo e lideranças políticas no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
 
Durante a abertura do encontro, que foi organizado justamente para tratar da reforma tributária sob a perspectiva do governo federal, Ratinho Junior apresentou alguns pontos que ainda precisam de mais esclarecimentos e que inclusive foram objeto de discussão em um encontro virtual com governadores e secretários da Fazenda do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).
 
“É uma honra receber o vice-presidente no Paraná para tratar da reforma tributária, que é uma reforma que consideramos importante, mas sob a qual os governadores do Sul e Sudeste têm algumas preocupações e que serão levadas em breve ao relator da proposta da Câmara dos Deputados”, afirmou Ratinho Junior.
 
O governador citou como exemplos de aspectos que carecem de uma melhor definição a centralização do processo de arrecadação dos tributos pela União após a unificação de impostos. Ele também disse esperar que o Conselho Federativo proposto para tratar da temática tenha uma representação proporcional à população de cada ente federativo, de forma a evitar distorções na tomada de decisões.
 
Outra demanda apresentada por Ratinho Junior foi a inserção da criação dos Fundos Constitucionais para desenvolvimento econômico e social do Sul e Sudeste. “As duas regiões são as únicas do País que não dispõe desse dispositivo, cujos recursos poderiam ser utilizados para investimentos em infraestrutura e estímulo econômico em regiões menos desenvolvidas dos estados, reduzindo desigualdades sociais”, declarou o governador.
 
Carlos Valter Martins Pedro, presidente da Fiep e anfitrião do evento, corroborou com a opinião de Ratinho Junior, lembrando os impactos do atual sistema tributário o setor produtivo. “A indústria do Paraná tem conseguido atingir um desempenho superior à média nacional e temos atualmente o quarto maior parque industrial do Brasil. Apesar disso, o setor sofre com a complexidade do sistema tributário brasileiro, que torna os produtos brasileiros pouco competitivos em relação a outros países, o que demonstra a necessidade de uma reforma”, comentou.
 
“A Fiep e a indústria paranaense de modo geral confiam que esse problema poderá começar a ser solucionado com a reforma tributária, que mesmo não reduzindo a carga de impostos já promoverá grandes ganhos ao simplificar os processos e reduzir a burocracia envolvida”, acrescentou o presidente da Federação.

SIMPLIFICAÇÃO 
Em seu discurso, o vice-presidente fez um contexto geral sobre a visão da União acerca da reforma tributária, a qual segundo ele não significará uma redução de impostos ou mudanças na distribuição dos recursos, mas uma simplificação que aumente a competitividade da economia nacional em médio e longo prazos.
 
“A lógica da reforma tributária não é tirar de um e dar para outro, pois ela precisa ter neutralidade federativa, então o Estado do Paraná e os municípios paranaenses vão continuar recebendo o que já recebem atualmente”, disse Alckmin. “O que a reforma precisa é simplificar a cobrança e retirar a cumulatividade, desonerando completamente os investimentos e as exportações”.
 
Para o vice-presidente, a proposta do governo federal está ancorada em um tripé que leva em consideração o controle cambial, a simplificação dos impostos e a redução dos juros. “Atualmente já temos um câmbio competitivo, o mercado aponta para uma redução dos juros futuro e estamos neste processo para simplificação dos tributos, que tem um potencial de trazer eficiência econômica, gerando um crescimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em dez anos”, concluiu.

APOIO AO EMPRESARIADO 
Ao mencionar investimentos recentes que foram feitos no Paraná, como o anúncio da ampliação da fábrica de pneus da Sumitomo em Fazenda Rio Grande, a construção de uma maltaria da Cooperativa Agrária em Guarapuava, e a instalação da maior fábrica sustentável da Electrolux em São José dos Pinhais, Ratinho Junior reiterou o compromisso do Governo do Estado em trabalhar em sinergia com os empresários, criando condições para o seu desenvolvimento.
 
Na manhã desta sexta-feira, inclusive, Ratinho Junior e Alckmin participaram juntos do lançamento da pedra fundamental da esmagadora de soja do Grupo Potencial, na Lapa. A primeira fase da obra vai receber R$ 1,7 bilhão em investimentos para ampliar a produção de biodiesel, com a expectativa de gerar cerca de 250 postos de trabalho diretos e até 3 mil indiretos.
 
“Não há melhor programa social do que um emprego, por isso estamos ao lado dos empresários, reduzindo burocracias e criando condições para investimentos, que consequentemente geram mais empregos e renda para a população”, defendeu. “Não à toa, o Paraná passou a ser a quarta maior economia do País e ser o estado que mais gera empregos na região Sul”.
 
De acordo com o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, o Estado se esforça constantemente, por meio da pasta e da Invest Paraná, para atrair novos investimentos privados. “Buscamos cada vez mais investimentos de grande porte, que abrem novas oportunidades de emprego para os nossos jovens. O Paraná cresce muito, com números muito positivos de crescimento e geração de emprego, e o objetivo é avançar ainda mais a partir de uma atuação colaborativa com os empresários”, complementou.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR



Toledo ultrapassa a marca de 1.000 casos de dengue no atual ano epidemiológico




Toledo acaba de atingir uma marca nada honrosa. De acordo com o boletim divulgado nesta sexta-feira (30) pela Secretaria de Saúde (SMS), o município ultrapassou a marca de 1.000 casos de dengue no atual ano epidemiológico, iniciado em agosto de 2022.
 
Precisamente, foram 1.016 registros (1.009 autóctones e 7 importados) confirmados da doença no período. Na última semana, foram 29 novas confirmações, 26,09% a mais que na semana anterior (23).
 
Há ainda 32 exames aguardando resultado. Somando os casos confirmados, em análise e os 1.019 que já foram descartados, 2.139 pessoas com sintomas da doença (manchas avermelhadas na pele, dor abdominal, febre, dor no corpo, cansaço, entre outros) procuraram os serviços de saúde desde agosto do ano passado. Uma delas veio a óbito no fim de abril.
 
Mais da metade dos casos (513) estão concentrados em seis comunidades: Santa Clara (203), Europa (89), Industrial (67), Centro (56), Panorama (54) e São Luiz do Oeste (44). O município também registrou um caso autóctone e dois importados de febre chikungunya, doença também transmitida pelo Aedes aegypti.
 
Dessa forma, a SMS, por meio do setor de Controle e Combate às Endemias, reforça o pedido para a população redobrar as ações de combate e prevenção ao mosquito nos imóveis onde mora e trabalha, impedindo que este se reproduza em locais onde a água pode acumular, tais como vasos, pneus, garrafas, calhas, plantas, entre outros lugares.
 
Também recomenda às pessoas que apresentarem sintomas de dengue a procurarem imediatamente atendimento médico, evitando os quadros mais graves da doença. Outro ponto fundamental para frear a disseminação da dengue em nosso município, é fundamental a realização das vistorias pelos agentes de combate a endemias (ACEs) nos imóveis – por isso, quando baterem em sua casa, facilite o trabalho deles e siga todas as orientações que forem dadas.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR


Toledo realiza 15ª edição da Conferência Municipal de Assistência Social

Foto: Carlos Rodrigues




O Auditório Moacir Galante, no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (Premen), recebeu nesta sexta-feira (30) a 15ª Conferência Municipal de Assistência Social. Com cerca de 300 participantes inscritos, esta edição teve como tema “Reconstrução do Suas: o Suas que temos e o Suas que queremos” e é a primeira que é realizada de forma presencial depois da pandemia de Covid-19 – o evento é realizado a cada dois anos e em 2021 foi realizado de forma remota.
 
Trata-se da fase final de um processo iniciado em maio, quando oito pré-conferências foram realizadas – uma em cada território do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), uma para trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e outra online, aberta para a comunidade em geral. Além da solenidade de abertura com a presença de autoridades, o evento teve, no período da manhã, apresentação cultural, leitura e aprovação do regimento interno, palestra magna com o mesmo tema que a conferência e posterior debate.
 
À tarde houve avaliação da execução das propostas da 14ª Conferência Municipal de Assistência Social realizada em 2021, e plenária para apreciação e deliberação das propostas apresentadas nas pré-conferências. Além disso, foram eleitas tanto as deliberações prioritárias quanto as pessoas que serão os delegados (também definidos na ocasião) do município na 14ª Conferência Estadual de Assistência Social, marcada para os dias 3, 4 e 5 de outubro em Cascavel.
 
Abertura
 
Autoridades do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público prestigiaram a solenidade de abertura da 15ª Conferência Municipal de Assistência Social de Toledo. Entre elas, compuseram a mesa de honra o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt, que representou o prefeito Beto Lunitti; o vereador Professor Oséias; o promotor responsável pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Toledo, José Roberto Moreira; a secretária de Assistência Social, Solange Silva dos Santos Fidelis; e a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Edmara de Souza.
 
Solange apresentou um panorama histórico das ações em assistência social executadas em Toledo, que atualmente realiza 7 mil atendimentos por mês em 26 unidades de proteção social básica, e de média e alta complexidade distribuídas em vários pontos da cidade. “Estamos comemorando em 2023 os 30 anos da Loas [Lei Orgânica da Assistência Social] e 28 anos do início de políticas públicas em assistência social no nosso município. Neste período, houve muitos percalços, mas também muitos avanços que conquistamos nessa trajetória, alguns bem recentes, como a implantação do cartão “Toledo é + Dignidade!” e a implantação da Residência Inclusiva e da Casa de Passagem”, descreve. “Assistência social diz sobre cuidar e ser cuidado, de estar atento a quem mais precisa de proteção, é uma política pública que não pode ser compreendida de forma isolada, razão pela qual devemos sempre estar articulados com outras áreas da administração pública, para avançar com acesso a bens e serviços” acrescenta a secretária.
 
Em seguida, José Roberto propôs uma reflexão sobre o novo momento que o mundo vive atualmente e elogiou o trabalho realizado pela Secretaria de Assistência Social de Toledo. “Estamos num momento da História em que as coisas se transformam muito rapidamente e é sob esta perspectiva que devemos avaliar o tema desta conferência. Tanto o ponto onde estamos quanto o lugar que almejamos chegar estão sujeitos, no decorrer do processo, a passar por adaptações”, comenta. “Embora não seja perfeito, e nenhum município é, Toledo tem bons indicadores sociais e uma Secretaria de Assistência Social que sabe dialogar, que é sensível às demandas da sociedade e que tem se esforçado para atender às recomendações do Ministério Público. Isso prova que nem sempre é preciso uma revolução para resolver os problemas. Muitas vezes, uma reorganização na alocação de recursos e estruturas ocasiona um impacto positivo muito maior para a sociedade”, analisa.
 
Professor Oséias destacou a importância de conferências, como a da Assistência Social, para a melhoria das políticas públicas. “Esta reunião de pessoas que possuem rotinas específicas, mas voltadas para o mesmo objetivo, serve para que se conheça a estrutura como um todo. É a partir desta compreensão que podemos melhorar a eficiência nos serviços prestados”, avalia. “É nestas ocasiões que surgem ideias como a Central de Libras, presente neste evento com duas intérpretes da Língua Brasileira de Sinais e que foi implantada nesta gestão, tornando-se uma referência para outros municípios do Paraná. Embora eu seja da oposição, jamais abri mão da sensibilidade social em cada apreciação de projeto e sempre serei a favor de propostas que promovam melhorias na qualidade de vida da população. Espero que desta conferência nasçam novos projetos que possam se converter em matérias para apreciarmos na Câmara, as quais têm potencial para nortear os debates sobre o assunto em nossa Casa de Leis”, sugere o vereador.
 
Em retribuição, Ademar também elogiou a postura do Legislativo em temas relacionados à proteção social. “É preciso superarmos as ideologias e reunir o maior número possível de lideranças no sentido de aperfeiçoar as políticas públicas. Os únicos extremismos que devem reinar entre nós deve ser o do amor e do respeito”, salienta. “De nada adianta termos um município pujante na economia se o ser humano não for o centro das atenções. O Beto e eu fazemos política, mas a gestão estamos entregando na mão dos técnicos, o que qualifica o nosso trabalho. Tivemos a ousadia de criar a SMDH [Secretaria de Políticas para Infância, Juventude, Mulher, Família e Desenvolvimento Humano], uma pasta destinada a grupos que antes não eram assistidos da forma como precisavam, ampliando o alcance da proteção social em nosso município”, relata o vice-prefeito.
 
Antes de declarar aberta a 15ª Conferência Municipal de Assistência Social de Toledo, a presidente do CMAS falou a respeito da seriedade com que Toledo trata a questão. “Ao contrário do que houve no governo federal nos últimos anos, o município não deixou de realizar este evento, que tem na defesa da democracia e na participação popular os seus pilares”, sublinha. “O Suas que queremos só será possível num ambiente no qual os governantes respeitem as leis e que mantenham ou ampliem, quando necessário, os recursos e estruturas necessários aos serviços de proteção social”, argumenta a presidente.
 
Balé e palestra
 
Após a fala das autoridades, houve apresentação cultural com o Balé da Casa de Maria, entidade beneficente que há 31 anos atende, na região do Europa/América, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social – atualmente, são 450 pessoas assistidas pela organização. A atividade faz parte do projeto “Vida e Arte”, do qual 93 bailarinas fazem parte – uma iniciativa apoiada pela Prime-Agro e pela Prefeitura de Toledo e que oferece aulas de dança clássica duas vezes por semana ministradas pela professora Sabrina Gatto, profissional com ampla experiência na área.
 
Ela assina a coreografia “Suíte Dançante”, apresentada por 12 meninas do grupo de Balé da Casa de Maria. O público ficou encantado com a performance das bailarinas e as aplaudiu de forma efusiva.
 
Em seguida, o palco do auditório do Premen deu lugar para a palestra “Reconstrução do Suas: o Suas que temos e o Suas que queremos”, ministrada por Jucileide Ferreira do Nascimento, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) que é mestre-doutora em Política Social pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutora em Serviço Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “É a primeira vez que estou em Toledo, mas já conhecia este município em função de seus bons indicadores sociais e pela repercussão positiva das políticas públicas da assistência social em nível nacional. Isso é resultado de uma construção coletiva feita no decorrer do tempo, tanto que a primeira conferência aqui em Toledo foi realizada em 1995, muito antes da maioria dos municípios”, compara. “Vivo numa realidade diferente da que temos aqui e acredito que este intercâmbio permitirá a construção de um país melhor, o qual só prosperará mediante a garantia do Estado Democrático de Direito, seguindo os preceitos da nossa Constituição”, pontua a palestrante.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR



Deputado federal Elton Welter faz visita institucional ao prefeito Beto Lunitti

Foto: Julia Lazzari




O deputado federal Elton Welter fez, na tarde desta sexta-feira (30), uma visita institucional ao prefeito de Toledo, Beto Lunitti. A conversa entre o parlamentar e o gestor municipal teve a educação como principais temas.
 
Durante a conversa, Lunitti recordou o apoio do deputado federal para a vinda do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para Toledo – à época, Welter era deputado estadual – e falou sobre o novo momento vivido pela rede municipal de ensino, com a implementação do programa Aluno Conectado. “Com este salto de qualidade na educação básica que estamos promovendo, já iniciamos uma conversa sobre meios de promover a formação em instituições federais de adolescentes e jovens, um dos assuntos que ele tratará em breve numa agenda que ele terá no Ministério da Educação”, relata o prefeito.
 
O chefe do Executivo Municipal comenta que o bate-papo também incluiu os assuntos Hospital Regional de Toledo (HRT) e emendas parlamentares. “Sobre o nosso hospital, ele se comprometeu a nos ajudar no que for possível. E também quis saber como pode contribuir com recursos que virão a partir de 2024 com as emendas parlamentares a que terá direito daqui alguns meses”, acrescenta.
 
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
 (45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR