31/12/2023

Decreto do Baixo Risco vai reduzir ainda mais tempo de abertura de empresas em 2024

 

O Decreto do Baixo Risco, que dispensa 771 atividades econômicas da emissão de licenças na abertura de empresas, entra em vigor no dia 1º de fevereiro de 2024; estava previsto para o dia 31 de dezembro. Decreto de prorrogação será publicado no DOE do dia 29 de dezembro de 2023. Ele acelera ainda mais o processo a formalização de novos negócios no Paraná. O Estado já é um das mais ágeis do País em abertura de empresas, mas a meta é baixar ainda mais o tempo.

A Junta Comercial do Paraná (Jucepar), vinculada à Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (SEICS), conquistou uma posição de destaque nos últimos cinco anos. No início de 2019, o tempo para conseguir abrir uma empresa era de 3 dias e 6 horas. Hoje, está numa média de 13 horas, mas já chegou a bater o recorde de 11 horas e 16 minutos em abril deste ano. A meta é agilizar ainda mais esse processo, chegando a apenas 6 horas para finalizar a criação de um empreendimento.

No último relatório, em novembro de 2023, o Paraná teve o 6º melhor tempo médio na abertura de empresas, registrando 13 horas e 28 minutos. O estado ficou atrás de Sergipe (7 horas e 38 minutos), Piauí (9 horas e 25 minutos), Bahia (11 horas e 29 minutos), Mato Grosso do Sul (11 horas e 18 minutos) e Espírito Santo (13 horas e 18 minutos). Todos analisaram menos de 1,5 mil processos no período, quantidade bem abaixo dos 5.147 tramitados no Paraná. No Brasil, o tempo médio de abertura de empresas no mesmo período foi de 1 dia e 5 horas, com o movimento de 60.377 processos.

Para melhorar ainda mais, cerca de 800 gestores municipais e empreendedores foram orientados por profissionais da SEICS e da Jucepar sobre a adesão ao Decreto. O tema foi tratado em eventos promovidos pelo Sebrae/PR em Foz do Iguaçu, Curitiba para participantes da região metropolitana e Litoral, Cascavel, Maringá e Londrina.

As micro e pequenas empresas são as principais beneficiadas. De acordo com o Sebrae/PR, esse segmento representa 96% de todas as empresas formalizadas no Paraná, com atuação nos 399 municípios, e são responsáveis por mais de 70% das vagas de trabalho.

O objetivo é melhorar o ambiente de negócios, gerando mais renda e empregos a partir da desburocratização. Com a nova regra, o empreendedor, cuja atividade econômica se enquadre como de baixo risco vai abrir sua empresa de forma efetiva e rápida. Ele poderá emitir Nota Fiscal e contratar colaboradores, entre outras atividades, ainda mais rápido, poucas horas após dar entrada no processo na Jucepar.

“O ano de 2023 foi de muito trabalho, melhoramos ainda mais o tempo de registro de empresas no Estado, assim como participamos e trabalhamos ativamente para construção do Decreto de Baixo Risco, o que visa melhorar ainda mais o ambiente de negócios no Paraná", destacou o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, lembra que o Decreto de Baixo Risco permitirá a retirada online de licenças e alvarás de funcionamento. “Seremos muito mais rápidos na abertura de empresas, de novos negócios. As prefeituras precisam se adequar à lei estadual. As que não têm decreto podem usar o decreto estadual”, explicou.


PLATAFORMA 

Se o município não tiver legislação própria, automaticamente ele terá aderido à legislação estadual na virada do ano. Apenas 20 dos 399 municípios possuem legislação própria e se encontram nessa situação de definir qual legislação seguir.

Sem a obrigatoriedade das licenças, não haverá necessidade de tramitar pedidos em diferentes órgãos, já que todo o processo será concentrado em uma única plataforma, o portal Empresa Fácil, ganhando em agilidade.

NOVO PRÉDIO 

Além disso, a Junta Comercial do Paraná adquiriu uma nova sede para suas atividades administrativas. O investimento foi de R$ 10,4 milhões em recursos próprios. Após a mudança, a Junta passará a funcionar na Rua Ébano Pereira, 309, no Centro da Capital.

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30/12/2023

Governo do Estado congela novamente as taxas do Detran para 2024

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou o congelamento de todas as taxas de serviços do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) para o exercício de 2024.

Entre as taxas que permanecem com valor inalterado estão serviços como primeira habilitação (R$ 275,64), emissão da Carteira Nacional de Habilitação (R$ 90,10), renovação da CNH (R$ 159,22) e transferência de propriedade (R$ 325,37), entre outros itens.

O Detran-PR ficou quatro anos sem reajustar o valor das suas taxas – de 2018 a 2021 –, período em que a correção chegaria a quase 26%. Em 2022 a porcentagem da atualização foi de 5,13%, ou seja, um índice bem abaixo dos valores estipulados durante estes anos.

“No ano passado já reajustamos as taxas do Detran e estamos fazendo o possível para não aumentar mais e onerar o bolso do paranaense”, disse o diretor-presidente do Detran, Adriano Furtado. De acordo com ele, os recursos obtidos são destinados a órgãos de trânsito para benfeitorias e melhorias na área.


VALORES 

A renovação respeita a Lei 11.019/1994, que versa sobre a aplicabilidade da atualização mensal ou anual nos valores referentes a serviços disponibilizados pelo departamento conforme com o IPCA.

Os valores de arrecadação das taxas do Detran-PR são destinadas de acordo com o Decreto Estadual nº 5687/2020, que distribui da seguinte maneira: 40% ao Detran-PR, compondo receita própria da autarquia; 42% repassado ao Fundo Estadual de Segurança Pública (Funesp-PR); 13% ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SEIL); e 5% ao Fundo de Equipamento Agropecuário (FEAP), destinado à construção, pavimentação, readequação e conservação de estradas rurais.

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29/12/2023

Sabadin: Primato fecha ano com crescimento acima de 20% e projeta expansão em 2024

Sede da Primato com a cidade de Toledo ao fundo - Arquivo/Divulgação


O presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial Anderson Léo Sabadin fez uma avaliação do ano de 2023. “Um ano desafiador” na visão do dirigente que espera um 2024 de consolidação para alguns projetos da cooperativa iniciado ainda este ano, onde a Primato fecha com o crescimento acima de 20%. Agora, de acordo com Sabadin, a cooperativa continua com o objetivo de diversificação e expansão do volume de produção.
 
O presidente cita o crescimento em leite e suinocultura junto à Central Frimesa, que em março de 2023 iniciou o abate no frigorífico de Assis Chateaubriand, elevando a participação da Primato para 50 mil cabeças de suínos por mês. Além disso, mais de 40% de todo leite produzido pela cooperativa central Frimesa é oriundo da Primato. Tudo isso, segundo Anderson Sabadin, é reflexo dos investimentos feitos ao longo dos anos na melhoria das cadeias de proteínas animais, como suínos, aves e peixes, além da bovinocultura, onde a cooperativa desenvolve um projeto inovador e que poderá resultar na construção de um frigorífico dentro de cinco anos.
 
Sabadin destaca ainda a ampliação das plantas na industrialização de alimentos para animais. “Tivemos a ampliação em fevereiro de 2021 com a aquisição de uma unidade em Dourados (MS) e a abertura da unidade de mineral no Verê, Sudoeste do Paraná. São as duas unidades que a cooperativa vem ampliando venda de mineral, atingindo este ano acima de 2 mil toneladas/mês de mineral e 30 mil toneladas de ração por mês”, explica o dirigente.
 
Sustentabilidade é foco
Uma das maiores preocupações da Primato é com o desenvolvimento sustentável. Prova disso é o projeto de biometano, que deverá iniciar a produção a partir de março de 2024 na unidade de Ouro Verde do Oeste, “onde a cooperativa tem uma unidade de leitões e nesta unidade estamos instalando a produção de biometano e biofertilizante”, detalha o presidente.
Sabadin explica que, nesta unidade, serão coletados os dejetos de mais 16 propriedades de produtores “para ter a destinação correta, sustentável e aí chegamos no suíno verde para que a Frimesa também atenda outros mercados, falando de carbono neutro ou de carbono zero”.
 
Nos próximos dois anos a Primato deverá abrir uma unidade para venda de biometano através de um novo posto de combustível.
Anderson Sabadin: sustentabilidade está na essência da cooperativa
“O ano de 2023 foi o ano da sustentabilidade”, resume Anderson Sabadin, que aponta o avanço da cooperativa nesta questão da sustentabilidade. Além do biometano, que já vem sendo entregue pelo produtor da Primato à cooperativa, ainda é desenvolvido um programa de recuperação de nascentes nas propriedades rurais através do Comitê de Jovens, em parceria com a Itaipu Binacional e Prefeituras da região, através das Secretarias do Meio Ambiente. “Tudo isso sem custo ao produtor, o que é outro grande objetivo da Primato”, comemora Sabadin. Ele ainda cita a implantação do ESG via formação dos colaboradores no três pilares: meio ambiente, governança e social, algo que está vinculado à missão da cooperativa “que é gerar renda ao cooperado e ao colaborador. Então, tudo que fazemos com sustentabilidade. E outra preocupação ambiental nossa vem através das novas usinas solares que estão sendo instaladas, totalizando R$ 10 milhões em investimentos. Toda energia do varejo da Primato, através dos supermercados, será produzida por painel solar”, adianta o dirigente.
 
Planejamento para 2024
De acordo com Anderson Léo Sabadin, em 2024 a Primato deverá abrir cinco novas Casas do Produtor, unidades agropecuárias e agrícolas graças a um trabalho iniciado em 2023 porque o foco estar mais próximo do produtor. Hoje a Primato coleta, recebe e produz em mais de 200 municípios no Paraná, Oeste de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, “por isso para nós é fundamental abrir novas unidades e com isso chegam novos investimentos”, diz Sabadin, antecipando que a meta de vendas deve chegar a R$ 1,7 bilhão, com crescimento em torno de 25%, mantendo a média dos últimos anos.
 
Outros dois pontos para 2024 são o fortalecimento da Distribuidora e da Primato Credi, dois projetos com amplo espaço para crescimento.
 
A Distribuição conta com mais de 100 produtos com marca própria e na linha animal com a marca Prima Raça. “É um segmento que temos muita oportunidade para crescer e melhorar ainda mais”, resume Sabadin.
 
Sobre a Primato Credi, o presidente comenta que é algo novo que vem reforçar a missão de conceder crédito ao produtor da Primato e assim ampliar a movimentação com a cooperativa. “O produtor vem comprar uma máquina, a cooperativa já financia para ele. O pagamento de sua produção ele já recebe nesta conta também e passa a movimentar dentro da sua cooperativa de crédito. Essa também é uma forma de remunerar e devolver a sobra que o produtor gera na Primato Credi”, explica o dirigente.
 
O presidente cita ainda a Corretora de Seguros que ultrapassou R$ 50 milhões de cobertura, desde safra inverno, safra verão, consórcio, seguro de vida, equipamentos e máquinas. “Este é outro departamento que temos dentro da cooperativa. A Primato Credi está aí à disposição do produtor e tudo que ele movimenta dentro da cooperativa gera sobra, gera retorno para ele, visto que ele é o dono da Primato”, destaca Sabadin.
 
Ainda de acordo com ele, o cooperado é o principal ativo da Primato “e tudo que for feito em torno dele é para bem atendê-lo”, por isso a cooperativa está avançando em máquinas e equipamentos. Em breve a Primato deverá abrir unidades com máquinas e de marcas consagradas no mercado. Anderson Sabadin adianta que a cooperativa se reuniu com a diretoria de uma grande empresa brasileira e a Primato deve ser uma revenda. “Enquanto houver demanda do cooperado, vamos trabalhar para atendê-lo porque, como eu disse, nosso maior ativo é o nosso cooperado”, enfatiza o presidente.
 
Números
A Primato fecha o ano com 10.324 cooperados. A conta, para Sabadin, é muito simples: “Se cada cooperado movimentar no ano R$ 100 mil, a Primato iria faturar acima de R$ 10 bilhões e a previsão de faturamento da cooperativa para 2024 é em torno de R$ 1,7 bi. Para você cooperado é importante relembrar que tudo que aqui, tudo que você compra dá retorno a você. Aqui o seu capital rende juros”, diz e completa: “Estamos fechando 2023 oferecendo ao produtor um retorno acima de 20% ao ano. Por isso vou abastecer o carro onde eu sou o dono. Vou ao mercado onde a unidade é minha. Eu entrego grãos onde a cooperativa é minha”.
 
Por fim, Anderson Léo Sabadin avalia ser este sentimento “que temos de despertar no nosso produtor. Temos muitas oportunidades para crescer, mas está aí uma mostra de onde podemos chegar. Temos muito trabalho a fazer”, finaliza. (Imprensa Primato)
 
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Construa seu futuro: Prati-Donaduzzi abre inscrições para Programa Jovem Aprendiz 2024

O processo seletivo permanece aberto até o dia 15 de janeiro, disponibilizando 80 vagas em várias áreas das empresas do Grupo
Buscar o aprimoramento na carreira traz diversas vantagens, como adquirir novas habilidades, conhecimentos e experiências, capazes de impulsionar o desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional, promovendo autonomia. Nesse contexto, o Programa Jovem Aprendiz 2024 da Prati-Donaduzzi se apresenta como uma porta de entrada para o futuro para aqueles que desejam ampliar suas trajetórias profissionais.
 
Se você se enquadra na faixa etária entre 18 e 22 anos, este é o momento ideal para se conectar com o seu futuro através desta oportunidade oferecida pelas empresas do Grupo Prati-Donaduzzi. As inscrições estão abertas e permanecerão disponíveis até o dia 15 de janeiro, oferecendo cerca de 80 vagas em diferentes áreas, como administrativa e manufatura, entre outras.
 
"Estamos comprometidos em capacitar esses jovens para o mercado de trabalho, oferecendo experiências valiosas. Esta é a chance para que eles construam um futuro sólido e promissor, preparando-se para os desafios que virão e explorando oportunidades para se adaptarem em um mundo em constante evolução”, ressalta a analista de atratividade da Prati-Donaduzzi, Maria Fernanda Dantas Munaretto.
 
Os candidatos que forem selecionados e contratados receberão diversos benefícios, incluindo vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, seguro de vida, estacionamento, restaurante interno, entre outros.
 
A Prati-Donaduzzi conta com a parceria do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), responsável por oferecer as atividades teóricas no curso de Operador de Processos Industriais. A indústria farmacêutica proporciona a parte prática durante o período do contra turno, com uma carga horária diária de 8 horas na modalidade compartilhada. Nesse período, cinco horas são destinadas às atividades práticas nas empresas do Grupo Prati-Donaduzzi, reservando as três horas restantes para as aulas teóricas.
 
Os interessados podem cadastrar o currículo no banco de talentos através do link: clique aqui https://bancotalentos.pratidonaduzzi.com.br/. Mais informações podem ser obtidas nos seguintes contatos: (45) 2103-1220 ou pelo WhatsApp (45) 99961-0022.
 
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Os efeitos no ano e na história do clima adverso no agronegócio

 

Dilceu Sperafico*

As perdas de partes, da totalidade ou grandes parcelas de safras e de investimentos de agricultores existem desde que a agropecuária começou a se expandir no planeta. Até porque esse crescimento abrangeu novas áreas de lavouras, pastagens, estruturas de armazenagem de safras e insumos, residências dos produtores, seus familiares e colaboradores e abrigo de máquinas e equipamentos, expandindo na mesma proporção os espaços com riscos de enchentes, secas, vendavais, temporais de granizo e outras adversidades do clima.  

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com abrangência global, no período de 1991 a 2021, maior parte dos prejuízos do agronegócio se deveu às mudanças climáticas, atingindo o equivalente a 6,8 milhões de hectares de áreas cultivadas no período e somando 3,4 milhões de hectares anuais em todo o planeta. As previsões de instituições especializadas indicam que com a chegada do El Niño em 2023, após três anos sob efeitos de La Niña, os efeitos climáticos serão positivos e/ou negativos em diversas atividades e espaços da agricultura do planeta, incluindo a extensa agropecuária brasileira.

O estudo mostrou que as perdas em hectares de lavouras corresponderam a 1,6% da área média de cultivo no Brasil no período estudado, mas, em alguns Estados, os danos foram mais expressivos, como em Pernambuco, com 20,1%; Sergipe, 16,4%; e Rio Grande do Norte, 13,8%. Na agricultura, o Rio Grande do Sul foi o mais prejudicado, com perdas de 38,5 bilhões de reais, o que equivale a 21% do total. Na sequência ficaram o Paraná, com 26,3 bilhões de reais e Minas Gerais, com 24,8 bilhões de reais.

Na pecuária, por sua vez, as secas no Nordeste destruíram 56% das pastagens e bebedouros, mas na região os maiores danos ocorreram na Bahia, com perdas de 14,73 bilhões de reais. Minas Gerais contabilizou os maiores prejuízos da atividade no País, com prejuízos de 16,58 bilhões de reais. Já o excesso de chuvas afetou mais produtores do Centro-Oeste e do Sul. Na pecuária, as chuvas afetaram especialmente Mato Grosso do Sul, com perdas de 1,3 bilhão de reais e Minas Gerais, com prejuízos de 1,5 bilhão de reais.

Para reduzir e/ou controlar os efeitos do clima adverso, o Conselho Monetário Nacional (CMN), cita mecanismos de prevenção e gestão de riscos, como construção de cisternas, uso da irrigação e seguro rural. Mas, além disso, é fundamental que produtores invistam em meios de descarbonizar o negócio, utilizando, por exemplo, fontes de energia renováveis, e optando por recursos naturais de maneira consciente. Entender a natureza e a dimensão desses impactos é determinante para a adoção de políticas de combate ao aquecimento global.

Já o El Niño é fenômeno cíclico global que acontece há milênios. Trata-se do aquecimento anormal da água no Oceano Pacífico, ocasionando efeitos adversos de clima em diferentes regiões. Para o Brasil, a elevação de temperatura ocorre principalmente no Sudeste e Centro-Oeste. O El Niño é considerado forte com aquecimento das águas superior a 1,6ºC, e muito forte quando supera 2,0ºC. Não custa lembrar também que já nos anos 70, Toledo e o Oeste do Paraná registravam secas de sete meses seguidos e enchentes que destruíam todas as pontes de estradas rurais, com grandes perdas para o agronegócio e o Poder Público.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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Verão Unimed fomenta a prática de atividades físicas ao ar livre

Atividade realizada pela Unimed Costa Oeste em Toledo - Divulgação




O verão chegou e com ele o convite para praticar uma atividade física, curtir os espaços abertos e também, mudar um hábito para uma vida mais saudável. Pensando nesse clima, a Unimed Paraná criou o programa Unimed Verão que visa fomentar a prática de atividades físicas de forma acessível e gratuita, oferecendo aulas em diversas cidades do Estado.
 
A Unimed Costa Oeste é uma das cooperativas adeptas ao projeto e já realizou a primeira de uma série de ações que acontecerão durante a estação mais radiante do ano.
 
A aula de danças rítmicas aconteceu na manhã do dia 16 de dezembro, no Parque do Povo Luiz Cláudio Hoffmann. Foram 40 minutos de uma atividade divertida e em pleno contato com a natureza. “A aula foi muito legal, dançamos diversos estilos de música e o tempo passou muito rápido. Além de fazer um exercício, fazê-lo em grupo deixou tudo mais divertido”, disse Kallyne dos Santos, enfermeira da Unimed Costa Oeste e uma das participantes.
 
Para o professor de educação física André Henrique Fagotti Pagliarini, esse é o grande objetivo do Unimed Verão, que engloba diferentes modalidades esportivas e de condicionamento físico, adaptadas para diversos níveis de habilidade e condicionamento, tornando-as acessíveis a um público amplo. “É uma ação que faz as pessoas praticarem alguma atividade física de forma leve, descontraída e orientada. Buscamos conscientizá-las a inserir essa experiência na rotina e assim, mudarem seus hábitos para uma melhor qualidade de vida”, explicou e deu o recado: “nós garantimos o futuro seguro no presente e cuidar do corpo, seja com uma caminhada ou uma dança, faz parte desse grande projeto de vida”.
 
A ação contou também com a presença da equipe do Programa Saúde Corporativa, que levou a Unidade Móvel da Unimed Costa Oeste até o Parque como apoio para a distribuição de água, frutas e orientação aos presentes sobre a importância do cuidado com a pele através de um quiz. Os participantes da dinâmica ganharam um kit de proteção solar. 
 
Até fevereiro de 2024 mais quatro etapas estão programadas e incluirão, além de Toledo, as cidades de Marechal Cândido Rondon e Guaíra - todas de abrangência da Unimed Costa Oeste.
Acompanhe a cooperativa nas redes sociais e saiba quando será a próxima ação do projeto Unimed Verão.

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Paraná fecha o ano com 18.858 pessoas atendidos com remédios gratuitos entregues em casa

O programa Remédio em Casa, da Secretaria estadual da Saúde (Sesa), deu mais um salto em número de usuários. Em 2022, eram atendidas 15.384 pessoas. Em 2023 já são 18.858 paranaenses que sofrem de doenças crônicas e recebem o medicamentos gratuitamente e sem sair de casa. Ou seja, houve a inclusão de mais 3.474 beneficiários.

O serviço tem o objetivo de facilitar o acesso dos pacientes aos medicamentos, dispensando o deslocamento a uma unidade da rede de farmácia do Estado, além de garantir segurança, conforto e comodidade à população. Essas vantagens, aliada a cuidadosa organização do programa, explicam o aumento contínuo no número de usuários: eram 3.653 pessoas em 2019, passou para 8.640 em 2020, depois para 13.745 em 2021, para 15.384 em 2022 e chegou a 18.858 em 2023. Isto representa um salto de 416% no número de usuários em cinco anos.

Ao todo, 49 itens fazem parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) podem ser enviados ao cidadão pelo Correio. São medicamentos de uso contínuo, exceto aqueles medicamentos sob controle especial e aqueles mantidos refrigerados.

O programa, que no início contemplava usuários apenas da 2ª Regional de Saúde residentes em Curitiba, atualmente atende também as regionais de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Londrina, chegando a pacientes moradores de cidades das regiões Norte, Noroeste, Oeste e os Campos Gerais. 

Adriane Clarice Carginim, de 53 anos, moradora de Curitiba, precisa tomar remédios três vezes ao dia para tratar o problema de pulmão. Com o programa Remédio em Casa, além de não precisar desembolsar nenhum dinheiro para comprar o medicamento, que é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também não precisa ir todos os meses até a farmácia. “Para mim isso é muito bom, já que a minha condição de saúde dificulta o deslocamento”, conta Adriane, que faz o tratamento pulmonar há 12 anos e está há quatro cadastrada no programa.

“O atendimento em casa facilita muito a minha rotina, pois há três anos recebo sem falta, todos os meses na minha casa o medicamento”, conta Sonia Pereira dos Santos, de 57 anos, moradora na Capital. “Após sofrer um infarto, o remédio auxilia e estabiliza meu quadro de saúde, isso sem eu precisar ter que gastar com deslocamento e ainda me ausentar do trabalho”.

“Essa é uma estratégia que busca aproximar as pessoas dos serviços de Saúde. Estamos levando a assistência e os serviços especializados para perto da casa do cidadão, seguindo uma das diretrizes do Governo do Estado. A orientação do governador Ratinho Junior é para que seja reduzida a distância, fazendo com que o atendimento seja cada vez mais regionalizado”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Segundo a coordenadora da Assistência Farmacêutica do Paraná, Deise Pontarolli, o serviço está disponível aos usuários dos municípios que são sede das Regionais de Saúde que concentram o maior volume de pacientes cadastrados no Remédio em Casa. Ela explica, ainda, que as farmácias da rede estadual que fazem o serviço de entrega em casa foram estruturadas para este tipo de atendimento e os seus servidores foram devidamente capacitados.

“A infraestrutura necessária é simples, porém os procedimentos de trabalho para a operacionalização precisam ser minuciosos, com registros em sistema informatizado, de modo que o processo seja feito com segurança”, disse.

COMO ADERIR 

A inclusão no programa é realizada por meio das próprias farmácias dessas Regionais de Saúde, que entram em contato com os pacientes elegíveis para esse tipo de recebimento. A inscrição é realizada presencialmente na Farmácia Estadual, onde o paciente ou representante legal preenche um Termo de Adesão ao programa. Para manter o cadastro ativo, é preciso renovar o processo a cada seis meses, com a atualização de todos os documentos necessários para a solicitação.

A entrega dos medicamentos é realizada pelos Correios, com quem a Sesa tem um contrato para essa prestação de serviço, por meio do serviço de Sedex (encomenda expressa) no endereço do paciente indicado pela Farmácia/Regional.

De acordo com Aline Seratto, de Ponta Grossa, a modalidade mudou sua vida. Ela era a responsável por ir na farmácia todos os meses retirar o remédio da sua mãe, Dolca Serrato, de 64 anos, que faz uso de remédios para tratar asma e o coração. “Recebemos em casa o medicamento a cada três meses. Antes, tínhamos que ir até a farmácia para retirar esses remédios e mesmo com horário agendado e ótimo atendimento acabava sendo um transtorno, pois era preciso me ausentar no trabalho e achar uma vaga para estacionar o carro perto da farmácia. Além disso, tem a questão da economia, uma vez que o governo proporciona de forma gratuita a medicação que é de uso continuo e tem um alto custo na rede particular”, disse. 

FARMÁCIAS 

As farmácias do Estado atendem mais de 411 mil usuários cadastrados para o recebimento de 280 itens (medicamentos e insumos) de alto custo do CEAF e do Elenco Complementar. A rede estadual tem 23 farmácias localizadas nas 22 Regionais de Saúde. Esses medicamentos também são dispensados pelas farmácias dos municípios. Atualmente, cerca de 370 municípios já entregam os medicamentos do Componente Especializado, facilitando assim o acesso dos pacientes. Consulte a lista de medicamentos das Farmácias do Paraná.

Consulte aqui a relação de medicamentos ofertados pela rede Farmácia do Paraná https://pia.paas.pr.gov.br/servicos/Saude/Medicamentos/Consultar-medicamentos-da-Farmacia-do-Parana-aPo4Dmom

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