30/11/2025

Usina de etanol de milho de quase R$ 1,2 bi será anunciada em Toledo

Empreendimento bilionário será anunciado em Toledo - Catve

Por Wanderley Graeff - Do Viver Toledo
Um investimento estimado em 1 bilhão e 180 milhões de reais e geração de um grande número de empregos na fase de construção será anunciado em Toledo nesta segunda-feira, 1º de dezembro. Trata-se de uma usina de etanol que utilizará o milho como matéria prima e deverá consolidar ainda mais a condição de Toledo como Capital do Agronegócio do Paraná.
 
O empreendimento será feito por um grupo empresarial do Rio Grande do Sul, segundo apurou a reportagem do Viver Toledo e da Rádio Guaçu. Os detalhes serão tornados públicos às 11h de segunda-feira, em ato na Prefeitura de Toledo, com a presença do prefeito Mario Costenaro e do deputado federal Dilceu Sperafico, principais articuladores para o empreendimento, de acordo com fonte deste veículo. Outras lideranças, políticas e empresariais, também participarão da cerimônia
 
O milho é o principal componente energético da ração para aves e suínos e Toledo é um dos maiores polos de produção do país com várias indústrias. Com produção expressiva na região, o cereal é absorvido em sua maior parte pelas cooperativas que atuam no Oeste do Paraná, com destaque para a Primato, com sede em Toledo, e a Coamo, que tem no município a sua maior estrutura de armazenagem de grãos de toda a sua área de ação, com cinco entrepostos. Vale lembrar que a própria Coamo tem em curso a construção de sua própria usina de etanol de milho em Campo Mourão, que absorverá grande parte da produção dos seus cooperados.
 
Como se estima, uma indústria de tamanho porte deverá impactar positivamente na geração e emprego e renda, além de valorizar o mercado do milho em razão da grande demanda pelo cereal, e estimular outros agentes da cadeia de suprimentos e de logística, como armazenagem, transporte e serviços especializados.
 
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29/11/2025

Sintomege comemora 41 anos com avanços em produtividade

Civaldo, entre o diretor Administrativo da Coamo, Antonio Sergio Gabriel, e o gerente em Toledo, Celso Paggi
“Posso afirmar com satisfação e orgulho que a passagem de 2025 para 2026 será mais uma vez de sucesso pelo crescimento do trabalho que tivemos, as grandes áreas de serviços e as cooperativas que se somaram ao nosso modelo de trabalho, que há muitos anos é uma referência no meio.” A avaliação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Toledo e Região, Civaldo Martins de Lima, ao comemorar os 41 anos da entidade, neste dia 30 de novembro de 2025.
 
De acordo com o dirigente, atualmente o Sintomege presta serviços para inúmeras empresas e cerca de dez cooperativas, cobrindo um raio de atuação que se estende por cerca de 450 quilômetros, da fronteira com o Paraguai, em Guaíra, até o Centro-Sul do Paraná, em Palmas, na divisa com Santa Catarina. Com sua sede em Toledo e bases de referência em Guaíra, Palotina e Pato Branco, o Sintomege possui uma força de trabalho de mais de mil profissionais.
 
Os bons resultados são decorrentes das boas safras colhidas, que exigem um reforço na mão-de-obra especializada fornecida pelo Sintomege, constituída por trabalhadores experientes e de muitos anos de vínculo com a entidade. Além disso, os novos contratados recebem um amplo treinamento de qualificação para o exercício das funções. “É um setor em que investimos muito, pois prezamos pela qualidade do trabalho e, sobretudo, pela segurança do nosso pessoal. Dessa forma, eles só vão para o trabalho devidamente preparados, sabendo como prevenir acidentes, e com supervisão diante dos graus de risco, da complexidade de máquinas e equipamentos”, aponta Civaldo.
 
O presidente lembra que a natureza do trabalho dos movimentadores de mercadorias é intensa e com certo grau de perigo, em algumas circunstâncias, e exposição à poeira dos cereais, de forma que treinamento e equipamentos de segurança são primordiais. E todos, sem exceção, só atuam com os exames de saúde rigorosamente em dia.
 
Civaldo lembra do início das atividades, há 41 anos, quando as anotações sobre a carga de trabalho eram feitas de forma comum, numa caderneta. Em breve, esse processo será feito por reconhecimento facial. “Já contratamos o sistema. Precisamos evoluir, né? Com a internet lá de dentro do armazém, todas as informações chegam em tempo real e a produtividade dos trabalhadores é lançada imediatamente, com eficiência e sem margens para eventuais erros, proporcionando segurança para todos, trabalhadores, sindicato e empresa”, explica o presidente.
 
Assembleia
Como ocorre a cada ano, no próximo dia 20 de dezembro o Sintomege realizará a sua assembleia geral ordinária. Na oportunidade, será feito um balanço das atividades e a prestação de contas do exercício aos associados presentes.
 
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Coamo celebra 55 anos, jubileu de ouro da industrialização e anuncia R$ 200 mi de antecipação de sobras




Wanderley Graeff - do Viver Toledo
A Coamo Agroindustrial Cooperativa comemorou, sexta-feira (28/11), os seus 55 anos de fundação, conjuntamente com os 50 anos de industrialização, em ato realizado no Parque Industrial, em Campo Mourão. Um monumento foi inaugurado eternizando o jubileu de ouro do processo de agregação de valor à produção dos cooperados.
As comemorações se estenderam simultaneamente a todas as unidades da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com a participação de colaboradores e cooperados.
 
Em Campo Mourão, os presidentes do Conselho de administração, José Aroldo Gallassini, e Executivo, Airton Galinari; e o diretor Industrial Divaldo Corrêa, celebraram ao lado de diretores, fundadores e representantes de meios de comunicação de várias cidades da área de atuação da cooperativa. Gallassini ressaltou o difícil início das atividades, numa época em que a terra se apresentava improdutiva, sendo necessário um amplo trabalho de recuperação em meio a limitações tecnológicas onde predominava praticamente o trabalho manual.
 
“Chamávamos a região de três “S” – sapé, saúva e samambaia, onde não dava nada. Foi preciso muita luta e persistência. Havia apenas cinco tratores na região, as lavouras eram manuais, mas fomos em frente, preparando a terra, corrigindo o solo. Hoje, temos aqui terras que se comparam às mais férteis do mundo”, disse Gallassini.
Sobras
Coube ao presidente do Conselho de Administração o anúncio esperado todos os anos pelos cooperados, sobre a distribuição das sobras sobre o faturamento da Coamo. Gallassini anunciou que serão antecipados R$ 200 milhões do chamado “13º do cooperado”, a serem creditados no dia 10 de dezembro. Ele também confirmou o montante de R$ 63 milhões de juros sobre o capital social dois cooperados da Credicoamo, que serão creditados no dia 8 de dezembro. O complemento das sobras será pago em fevereiro.
 
O crédito aos cooperados se dará pela movimentação na cooperativa, correspondendo a R$ 0,70 por saca de soja; R$ 0,20 por saca de milho; R$ 0,20 por saca de trigo, além de 1,5% sobre insumos.
 
Comunicação
Por sua vez, Airton Galinari ressaltou o papel da comunicação no apoio a todo o processo de desenvolvimento da Coamo, levando as informações aos cooperados. Ele salientou que “o processo de industrialização da Coamo é consequência da missão estabelecida pelos seus fundadores, que é promover o desenvolvimento e gerar renda para o cooperado”.
Ao longo de sua história, a Coamo consolidou um modelo cooperativista voltado para agregação de renda e desenvolvimento sustentável do agronegócio, com o que se tornou a maior cooperativa agrícola da América Latina. Maior empresa do Paraná, é a quarta do Sul e está entre as 53 maiores empresas do País. 
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28/11/2025

Sperafico assina PEC que transfere aos Estados a competência sobre distribuição de energia elétrica

 

O deputado federal Dilceu Sperafico (União Progressistas–PR) assinou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo deputado Lafayette de Andrade (Republicanos–MG), que prevê a transferência aos Estados da competência para explorar diretamente — ou por meio de concessão — os serviços e instalações de distribuição de energia elétrica.

Atualmente, a legislação estabelece que a responsabilidade sobre o setor elétrico é privativa da União. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é o órgão encarregado de regular e fiscalizar todas as etapas da cadeia, incluindo a distribuição.

A nova PEC, segundo seus defensores, reforça o pacto federativo e busca promover uma governança mais adequada às particularidades regionais do país, permitindo que os Estados tenham maior autonomia para planejar, executar e fiscalizar os serviços diretamente prestados à população.

O deputado Dilceu Sperafico destacou a importância da proposta para modernizar a gestão do setor elétrico e ampliar a eficiência no atendimento ao consumidor. Segundo o parlamentar, a descentralização pode contribuir para soluções mais rápidas e alinhadas às diferentes realidades energéticas do Brasil. Ele afirma que a iniciativa “representa um avanço no fortalecimento do federalismo e uma oportunidade para que os Estados adotem modelos de gestão mais próximos da população, garantindo mais qualidade e agilidade nos serviços”.

Sperafico também ressaltou que a medida pode estimular a competitividade, atrair investimentos regionais e ampliar a capacidade de inovação, especialmente em áreas que enfrentam desafios históricos no fornecimento de energia.

Após alcançar o número adequado de assinaturas, a PEC segue para análise na Câmara dos Deputados, onde deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser encaminhada a uma comissão especial e, posteriormente, ao plenário.

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Para deputado Sperafico, decreto federal ameaça funcionamento das APAES em todo Brasil

 

Brasília, DF, 28 de novembro de 2025 – O Deputado Federal Dilceu Sperafico (Progressistas/Paraná) manifestou preocupação e oposição ao Decreto nº 12.686/2025, que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Para o parlamentar, a norma, ao alterar o eixo de matrícula para a rede comum e deslocar o atendimento especializado para o contraturno, pode comprometer o funcionamento das APAEs e de outras instituições especializadas em todo o país.
Segundo entidades do setor, o decreto retira da legislação infralegal a palavra “preferencialmente” (presente na LDB) quando trata da inclusão de alunos com deficiência em classes comuns, transformando uma preferência em regra geral e limitando a liberdade de escolha das famílias. As organizações alertam para o possível esvaziamento das escolas especiais caso o atendimento fique restrito ao contraturno, sem estrutura integral para os casos mais complexos.
“Estamos tendo muitas surpresas ruins neste mandato; a cada semana surge um assunto que prejudica a sociedade e as famílias”, afirmou Sperafico, ao defender que modelos diferentes possam coexistir para garantir atendimento adequado a cada estudante.
“Na prática, o decreto converte uma preferência legal em exigência geral, o que tolhe o direito de escolha dos responsáveis sobre a escola mais apropriada. Sem equipe e estrutura suficientes na rede comum, quem perde são as crianças e suas famílias”, completou o deputado.  
A APAE Brasil divulgou nota de repúdio, sustentando que a nova política pode prejudicar estudantes com deficiência intelectual, múltipla e TEA, e informou que apoia iniciativas no Congresso para suspender os efeitos do decreto, como o PDL 845/2025 apresentado no Senado. A federação afirma que a medida restringe a atuação de instituições filantrópicas que oferecem atendimento educacional especializado e que defenderá a manutenção das escolas especiais como opção necessária para parte do público atendido.  
O que diz o governo
O Ministério da Educação tem reiterado que o decreto não interfere nas atribuições nem no financiamento das entidades que atuam na educação especial e que o texto ainda passará por regulamentação. A pasta sustenta que não há previsão de fechamento de escolas especializadas e que o atendimento educacional especializado seguirá assegurado, agora com desobrigação de laudo médico para acesso ao serviço. Ainda assim, especialistas e associações apontam insuficiência de formação exigida (80 horas) e risco de desestruturação do modelo especializado se o foco permanecer no contraturno.  
Para Sperafico, o caminho é conciliar: ampliar recursos, equipes e acessibilidade na rede regular sem inviabilizar as escolas especializadas. “A inclusão precisa ser real, com condições concretas de atendimento. APAE e rede comum não são rivais; são complementares. Vamos atuar no Congresso para corrigir o decreto e proteger o direito das famílias”, concluiu. 
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O agronegócio brasileiro foi atração especial e avanço positivo da COP30

 

Dilceu Sperafico*

Entre os poucos resultados efetivos da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém, no Estado do Pará, conhecida como a COP da Amazônia, esteve a exposição  de verdadeiros números do agronegócio brasileiro na produção de alimentos e preservação ambiental. A Pré-COP havia corrido em Brasília no mês de outubro e a Cúpula dos Chefes de Estado aconteceu em Belém, entre os dias seis e sete de novembro e em todos os eventos a mostra dos dados do agronegócio e sua contribuição para o desenvolvimento econômico brasileiro e a alimentação da população de muitos países, desmontaram boa parte do discurso ambientalista radical e ideológico. Na prática, a COP30, com participação de 42 mil pessoas, entre governantes, lideranças, cientistas e cidadãos de mais de 190 de países, acabou deixando como legado a realidade da Floresta Amazônica, o seu enorme potencial, sua realidade e o que tem de mais grandioso e contraditório, como já destacavam os líderes do agronegócio nacional e amazônico.  

Carlos Xavier, presidente da Federação de Agricultura do Estado do Pará (Faepa), afirmou que “o Pará tem situação diferenciada do mundo, com 30% do território antropizado, estabilidade climática, com temperaturas médias de 26°C e preservando 3,2% da água doce do mundo”. Para especialistas, é quase irônico que tamanha abundância positiva conviva com carências profundas de clima favorável, mas não é possível ignorar esses contrastes. Conforme Vinícius Borba, advogado e presidente da Associação dos Produtores Rurais da Amazônia (Apria), “o Pará é Estado rico e pobre ao mesmo tempo”. Provas disso são abandono da capital, com apenas 12% de saneamento básico, problemas acumulados, infraestrutura insuficiente e população descontente, mas ainda assim lutadora e trabalhadora, com calor humano tão intenso como o amazônico, que se tornaram manchetes internacionais, enquanto o potencial agroambiental, que poderia ter brilhado, ficou em segundo plano, mais uma vez.

Felizmente informações do setor produtivo brasileiro ganharam corredores, telões e microfones da COP30 desde o primeiro dia e derrubaram discursos negativos do ambientalismo. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou dados atualizados de atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil. mostrando que 65,6% do território do País continua preservado. Além disso, 29% dessas áreas de natureza preservada estão em propriedades de produtores rurais. No bioma Amazônia, 83,7% do território estão preservados e o uso agropecuário das terras fica em apenas 14,1%, sendo 12,1% com pastagens e 2% ocupados com lavouras. Já as Unidades de Conservação, Terras Indígenas e áreas militares totalizam 34,9%. Outras grandes parcelas são de áreas registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), como dedicadas à preservação dentro dos imóveis rurais, que ocupam 27,4%. Na prática, a COP30 terminou sem acordo sobre combustíveis fósseis, dentro do impasse do financiamento climático. Ainda bem que pela primeira vez na história das COPs, o agronegócio ganhou espaço do tamanho de sua importância, como a AgriZone. Idealizado pela Embrapa, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e Sistema Senar, o espaço recebeu líderes nacionais e internacionais, que apreciaram a realidade positiva da tropicalização da agricultura na Amazônia, como referência para o mundo todo.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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Colégio Donaduzzi reúne o melhor do ensino da Finlândia, EUA e Portugal em Toledo

 

O que aconteceria se fosse possível reunir em uma única escola os professores da Finlândia, a inovação dos Estados Unidos, o humanismo de Portugal e a diversidade do Brasil? O Colégio Donaduzzi, em Toledo, decidiu fazer esse experimento real: montou uma escola a partir de evidências globais, estruturou um sistema pedagógico robusto e criou um projeto que pode redesenhar os rumos da educação no país.

Inspirado em práticas comprovadas nos Estados Unidos, Portugal e Finlândia, o projeto construiu um ambiente escolar que desafia paradigmas, transforma o papel do aluno e reposiciona o professor como mentor e guia.

Estados Unidos: prática e teoria conectadas, protagonismo estudantil

Nos EUA, a educação inovadora tem se apoiado em espaços maker, metodologias ativas e protagonismo discente. Um levantamento da National Science Foundation (2020) mostra que escolas que integram laboratórios interativos e projetos práticos aumentam em até 32% a retenção de conteúdos de ciências.

No Colégio Donaduzzi, essa inspiração ganhou vida com salas temáticas, laboratórios interativos e projetos em grupo. Os alunos assumem papéis ativos, desenvolvendo pesquisas, apresentando resultados em bancas e explorando suas vocações.

“Mais do que preparar para provas, buscamos desenvolver o pensamento crítico”, explica o vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, responsável pelo estudo e adaptação do que existe de melhor no mundo à realidade regional. “Os alunos participam de feiras acadêmicas, conduzem pesquisas próprias e compreendem que aprender é criar, não repetir.”

O ambiente que acolhe a escola é propício para isso: o Biopark é um hub de inovação, pesquisa e empreendedorismo que já une mais de 130 empresas e startups que servem de inspiração e aprendizado real para os alunos.

A aluna Ana Clara Santin, 17 anos, confirma a diferença: “Cheguei sem saber qual carreira seguir. Hoje quero pesquisar Ciências da Natureza. Aqui descobri minha vocação, com professores acessíveis e uma comunidade que me acolheu.”

Portugal: vínculo, comunidade e mentorias individuais

A Escola da Ponte, em Portugal, é referência mundial pela forma como reorganizou o espaço e a gestão escolar, valorizando o protagonismo estudantil e a participação da família. Pesquisas da Universidade do Porto (2019) mostram que comunidades escolares abertas e democráticas reduzem em até 40% a evasão escolar e aumentam os índices de engajamento.

O Colégio Donaduzzi adaptou esses princípios ao organizar as salas em ilhas de seis alunos, favorecendo a cooperação e a personalização do aprendizado. Cada turma tem, no máximo, 24 estudantes, permitindo que o professor acompanhe de perto o progresso individual. Além disso, cada aluno conta com a mentoria de um professor-mentor, responsável por orientá-lo em seus projetos de vida, na definição de vocações e no cuidado com o bem-estar emocional. A escola também envolve ativamente as famílias em conselhos e projetos comunitários, fortalecendo a ideia de uma comunidade de aprendizagem.

A estudante Melissa Formulo Ibrahim, de 14 anos, destaca o impacto: “Aqui, eu não estudo sozinha. Trabalhamos em grupo e aprendemos uns com os outros. A mentoria me ajudou a ter clareza: quero cursar Medicina e seguir explorando novas áreas.”

Finlândia: bem-estar, professores qualificados e formação integral

Por mais de uma década, a Finlândia liderou o PISA. Depois, decidiu abrir mão de metas exclusivamente conteudistas para priorizar o bem-estar e a formação integral. Hoje, mesmo com queda relativa nos rankings, continua referência em qualidade e equidade. Segundo o relatório Education at a Glance 2023 (OCDE), 97% dos professores finlandeses possuem mestrado e recebem salários competitivos, o que atrai os melhores profissionais para a carreira.

Inspirado nesse modelo, o Colégio Donaduzzi criou uma política ousada que começa pela seleção de professores realizada por uma banca multidisciplinar, assegurando tanto a excelência técnica quanto a qualidade humana dos profissionais. O corpo docente é formado por mestres, doutores e até pós-doutores, que contam ainda com um programa contínuo de formação internacional em parceria com a Universidade de Helsinque, na Finlândia, responsável por cursos de atualização e pós-graduação.

No currículo, a escola equilibra conteúdos tradicionais com artes, esportes e mais de 50 opções de atividades no contraturno — que vão da gastronomia à robótica, oferecidos pela Academia Donaduzzi — garantindo uma formação integral. “Acreditamos que o bem-estar do estudante é o núcleo de toda aprendizagem. Abrimos mão de um modelo centrado só em conteúdos e construímos uma proposta integral”, explica Rocha.

Mais do que notas, o diferencial está no pertencimento. “Eu não me sinto obrigada a estar aqui. Venho porque quero. Os professores nos entendem, nos escutam, nos fazem sentir parte de uma comunidade”, resume Ana Clara, do 3º ano.

Resultados já alcançados

Ainda em fase inicial, o colégio já começa a mostrar resultados. Foi reconhecido como a melhor escola privada do Paraná na Olimpíada Brasileira de Robótica. Também obteve destaque em outras competições: na Olimpíada Brasileira de Matemática, mais de 20 alunos avançaram para a fase seguinte — o dobro da média nacional; na Olimpíada de Língua Portuguesa, 16 foram classificados; e na Olimpíada de Foguetes, um estudante conquistou vaga na Jornada Nacional de Foguetes.

Além das olimpíadas, projetos científicos desenvolvidos pelos alunos também chamam atenção. Inspirado pelos avós agropecuaristas, João Pedro Decarli, 14, pesquisa uma ração enriquecida com compostos naturais para reduzir a emissão de metano na pecuária, em parceria com o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) do Biopark. O colega Leonardo Schroder Volkweis, também de 14, participa da pesquisa, que une biotecnologia e sustentabilidade com o objetivo de reduzir gases de efeito estufa e melhorar a saúde dos animais.

Reconhecimento internacional e impacto na inovação educacional

O projeto do Colégio Donaduzzi não apenas transformou a educação regional como também reforçou a credibilidade internacional do ecossistema que o abriga. Em 2024, o Biopark foi oficialmente reconhecido pela International Association of Science Parks and Areas of Innovation (IASP), principal rede global de parques científicos e áreas de inovação. A presença de uma escola com proposta pedagógica alinhada às melhores práticas internacionais — conectada à ciência, à tecnologia e à formação integral — foi um dos fatores determinantes para esse reconhecimento, segundo os critérios da própria associação. O Colégio Donaduzzi se consolida, assim, como um pilar estratégico no posicionamento do Biopark como referência global em inovação com base educacional.

Atividades de contraturno

Outro diferencial é a Academia Donaduzzi, criada em 2018, que funciona como espaço de contraturno para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Em 2024, mais de 450 alunos participaram de atividades em áreas como microbiologia, astronomia, robótica, programação, gastronomia, teatro e esportes. Recentemente ampliada, a estrutura agora conta com mais de 60 módulos e novos laboratórios, devendo superar mil matrículas em 2025.

As turmas do Colégio Donaduzzi também utilizam esses espaços no contraturno, escolhendo trilhas personalizadas de aprendizagem em áreas científicas, tecnológicas e artísticas. “Aguçar a curiosidade e estimular o gosto pela descoberta são alguns dos propósitos da Academia. Temos muitas histórias de alunos com altas habilidades que se desenvolveram aqui”, afirma o coordenador Gustavo Klein.

Planos para o futuro

Idealizada pelo casal de empresários Luiz e Carmen Donaduzzi, a escola forma as primeiras turmas no final deste ano letivo, com mais de 300 alunos do 7º ano do fundamental ao 3º ano do ensino médio. Para 2026, o Colégio Donaduzzi amplia a atuação para toda a educação básica, abrindo turmas a partir do 1º ano do fundamental. A expectativa é dobrar o número de estudantes nos próximos anos.

“Mais do que expandir matrículas, a instituição busca consolidar um modelo que alia educação de base a um ecossistema de inovação. Ao oferecer uma escola de padrão internacional no interior do Paraná, pretendemos fortalecer a formação de talentos locais e contribuir para o desenvolvimento da região”, finaliza Rocha.

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Licenciados do serviço militar devem comparecer ao Exercício de Apresentação da Reserva

 

A Junta Militar de Toledo, durante os dias 9 a 16 de dezembro estará realizando o Exercício de Apresentação da Reserva (Exar). O Exar se trata de uma atualização de dados e a regularização da situação militar dos reservistas e pode ser realizado tanto de forma presencial quanto online. A ação é focada para os licenciados das forças armadas nos últimos cinco anos. 

Dentre os objetivos específicos do Exar, estão: avaliar a eficiência do Sistema de Mobilização, atualizar dados cadastrais, cultivar o espírito cívico e praticar o mecanismo de convocação. “A apresentação é obrigatória anualmente, durante cinco anos consecutivos após o licenciamento militar, pode ser feita online nos primeiros quatro anos ou presencialmente. Essa ação é muito importante pois podemos manter as informações de contato e localização dos militares da reserva sempre em dia, além de que isso reforça o vínculo dos reservistas com a pátria e suas obrigações militares”, comentou a secretária da Junta Militar, Luciane Maria Vianna.

A regularização pode ser realizada na Junta Militar de Toledo, localizada na Rua Barão do Rio Branco, no Terminal Rodoviário - 2° piso, ou online, durante os dias 1° a 31 de dezembro, no site exarnet. “É importante lembrar que a partir do dia 1° de dezembro o horário de atendimento da junta irá mudar, passando a atender das 8h às 11h30 na parte da manhã, e à tarde das 12h45 às 16h45”, frisou Luciane.
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